A CORRUPÇÃO SÓ SERÁ VENCIDA DE DENTRO PARA FORA

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O combate a corrupção capitaneado pela operação Lava-Jato atingiu alguns objetivos, processar, condenar e prender, contudo, os males da corrupção ainda não surtiram efeitos devido aos altos índices de percepção da opinião pública, quanto a desconfiança no sistema judicial, a corrupção continua tão galopante e tão cultural que os eleitores ainda negociam o seu voto em troca de benefícios. Os cidadãos são as primeiras causas da corrupção diária “pede” os políticos, o segundo efeito da causa, “concede” e as consequências dos efeitos e das causas se consolidam devido a cultura da impunidade contumaz e de um sistema político e judicial corrompidos pelas causas e os efeitos.

Eu sou José Santana, gostaria de apresentar um antídoto para combater o vírus da corrupção,  porém,  não é tão simples, a causa depende de um ato para gerar os efeitos, sabemos hoje, que não existem um método pronto, para  combater a corrupção, temos investigações em andamento,  processos em curso, condenados e presos, todas essas consequências são originadas nas causas, então,  penso que os males da corrupção tem que ser combatido na origem, e como combater algo tão nocivo e de certa forma quase oculto aos olhos da sociedade e das autoridades?  Como já disse, temos todos os mecanismos empregados para punir as causas e os efeitos e os atores das consequências, somente a origem segue impune, causando vítimas. Não existe mecanismo de controle que possa apontar o local, a hora exata da origem da causa em um Estado composto de milhões de pares de cidadãos, o que fazer para atacar a origem da causa da corrupção diária nos cidadãos, nos agentes políticos e na máquina do Estado, ficamos quase sem respostas, não é?  Pois bem, o ser humano não é uma máquina mecânica, ele é um ser pensante e criativo, e de livre arbítrio, ele é o portador da causa, por ser a origem dos efeitos, como implementar um sistema de controle na origem, pois, não há e não existirá por enquanto algo ou ferramentas que possam conter a origem de desencadear uma ação nociva de corrupção no seu meio ambiente, social, cultural e econômico.  Então, já sabemos que não tem o que fazer, mas, podemos prevenir, também, sabemos que o processo, a condenação e a prisão não atacam a origem do mal, suas consequências já causaram seus efeitos maléficos e irreversíveis.

A sugestão vem do mais elementar dos livros culturais as escrituras sagradas, o mal só  pode ser combatido com a consciência, ele só pode ser contido pelo portado da origem, do homem e mulher que carrega consigo o ato de fazer, pensando neste pressupostos,  somente, a educação do portador da origem poderá impedi-lo de gerar uma causa com consequências devastadoras,  a mente do ator, precisa conhecer, saber dos efeitos e das consequências negativas dos males da corrupção para todo tecido social e econômico,  consciente destes efeitos a origem, “a mente do indivíduo”  colocará um freio, um gatilho,  toda a vez que acender a luz amarela ele recuará, para isso, vamos a um semáforo,  porquê  “você” não atravessa o sinal enquanto vermelho? A sua e a minha resposta pode sair de muitas formas, seria uma delas “respeito pela vida”, “educação e responsabilidade pela vida dos outros” certo! Voltamos então,  as causas e as consequências da corrupção,  somente um programa intensivo de educação em uma escala global e diuturna que alcance a todos, por todos os meios, desde a creche, escola infantil, ensino médio, universitário, não pode ser uma campanha, tem que ser um programa sistemático  pautados nas grades curriculares do sistema Nacional de Educação,  da indústria  e de todos os setores organizados,  onde houver uma pessoa humana em comunidade tem que abrangida pela educação contra a corrupção,  todos têm  que receber o gatilho, a informação estatal, privada e espiritual que ele é a origem mental de uma causa justa ou maléfica e das consequências negativas e positivas da sua corrupção para o seu presente e o futuro dos irmãos na fraternidade dos homens.

Só podemos combater os males da corrupção de dentro da consciência para fora, os atos probos deverão de ser espelho para as boas práticas refletidas nas almas humanas ações feitas nesta geração, reações de caráter para as próximas gerações, de uma após outras gerações até fundamentar consciência de alta civilidade.

José Santana – fundador e presidente da ONG Olho Vivo – www.olhovivobr.org

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