As mulheres no cenário político 2018

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Beloni da Silva

Em Itapema não diferente de outros Estados e Cidades e até mesmo país, a mulher tem evoluído na participação da política, mas ainda em passos lentos e tímidos, de natureza histórica muitas mulheres acham que não devem se meter nisso , que isso é assunto de homens, muitas se sentem incapazes, a novidade que veio à tona é questão das cotas para candidatas mulheres abrangendo 30% dos candidatos o que na minha opinião teria que ser 50%, acontece que temos muito pouco candidatas, então isso serviu como norteador para que se cumprisse o mínimo isso porque não havia candidatas mulheres, sabemos que temos mulheres com potencialidades e capacidades admiradas para entrar e disputar qualquer pleito, quanto a receptidade masculina nesse meio acredito que não seja problema, pois com avanço das discussões neste cenário está havendo uma compreensão melhor, pode ser que haja em alguns espaços está rejeição mas pouco se fala, acredito que as mulheres devem despertar para este assunto e começar a se engajar e particpar pois a participação muito se diferencia por sua capacidade humanística de perceber e tratar um problema.

A mulher tem se destacado nos últimos anos, mostrando que competência no trabalho também é um grande marco feminino e na política também. Anteriormente taxada como sexo frágil, a mulher tem se mostrado forte o bastante para encarar os desafios, as metas e objetivos.

A mulher tem grande colaboração nas influências humanas que se tenta propagar na atualidade, necessitamos de transformações rápidas e desastrosas que precisam de mudanças imediatas. Queremos sempre o melhor. O avanço feminino frente à política e à economia, ainda mostra a força da mulher em perceber e apontar os problemas tendo sempre boas formas de resolvê-los. O avanço e a inovação é fator preponderante da mulher, a frente ela lidera, ela coordena, ela inova, ela faz.

Mesmo enfrentando diversas discriminações vista como a cuidadora da casa e da família, a mulher conseguiu superar suas dificuldades e ainda administrar seu tempo a favor de suas atividades, para que as questões familiares não entrem em conflito com questões profissionais e sociais.

Dinâmica, audaciosa a mulher ainda é alvo de grande discriminação por aqueles que ainda acreditam que “lugar de mulher é no fogão” e por isso enfrenta o grande desafio de mostrar que apesar de considerada sexo frágil é muito forte, em relação as adversidades da vida e seus enfrentamentos.

Politicamente a mulher vem enfrentando grandes guerras e desafios com maestria e sabedoria. A arte de fazer, realizar e acontecer.

Em 2009, com a sanção da Lei n° 12.034, a primeira minirreforma eleitoral, essa participação passou a ser obrigatória. O novo texto, consta, estipula que sejam preenchidas e não apenas reservadas, as candidaturas com o mínimo de 30% e o máximo de 70% de cada sexo”.

Embora os desafios encontrados pelas mulheres tanto na política quanto na sociedade, podemos dizer que nós mulheres estamos conquistando nosso espaço, é preciso considerar que, por conta das chamadas cotas, fruto de políticas afirmativas para ampliar a participação feminina, os partidos são obrigados a reservarem uma participação de, no mínimo, 30% para cada sexo, grande inovação e conquista da mulher.

Daí a Cesar o que é de Cesar, este foi resultado de uma luta pela maior participação feminina, o que pode ser considerado um estrondoso avanço. Ressaltamos que leis e as normas por si só possuem um poder relativo embora sejam importantes instrumentos na luta contra o preconceito, seja ele de qualquer natureza.

O papel social da mulher e sua posição na sociedade brasileira ainda são permeados de contradições. Em termos quantitativos, basta analisarmos alguns dados apresentados pelo governo, observando-se que a participação das mulheres na Câmara dos Deputados é de 9% e, no Senado, de 10% do total. Além disso, o número de governadoras de estado também ainda é muito pequeno.

A representação das mulheres na política em 2018 é baixa e não representa nem mesmo as metas brasileiras estipuladas em 1990. O Brasil ocupa a 155ª posição entre 189 países estudados pelo ranking da presença de mulheres em cargos eleitorais. O estudo é feito pela União Intraparlamentar.

Apesar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgar em 2017 que 52% dos eleitores são do sexo feminino, as mesmas só representam 9% dos cargos na Câmara de Deputados, são apenas 45 deputadas num total de 512 representantes. O número se iguala nas demais esferas.

O ano de 2018 terá eleições para várias esferas de cargos legislativos na política brasileira. Ainda assim, as expectativas não são grandes ao ler o histórico de ocupação de mulheres ao decorrer dos anos.

De acordo com os pesquisadores do ramo, a participação das mulheres na política contrapõem todas as conquistas femininas desde 1940 com o início dos movimentos sociais do setor.

O crescimento lento nos últimos 18 anos (já que os dados permanecem os mesmos) indica que nesta velocidade as mulheres só alcançariam a igualdade na política no ano de 2016 na Câmara Federal e em 2096 no Senado.

Entre os estados com maior participação está o Rio Grande do Norte, com 42 candidatas ao Senado. Em contrapartida, o Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Piauí e Paraná não tiveram uma sequer candidata a qualquer cargo que tenha sido eleita.

O estado com a situação mais crítica é o de São Paulo. Em quatro anos consecutivos (de 2008 a 2016) todos os municípios abrangidos não tiveram representações femininas nas eleições.

Para se fazer uma comparação a média mundial de mulheres que ocupam cargos legislativos é de 22,1% (também revelando um problema de representatividade nacional além do Brasil), mas por aqui, a média é de 9%. No senado de 13% de cadeiras preenchidas pelo sexo feminino. Os dados são mais baixos que países de crise, como o Haiti.

Se a situação já é crítica ao se falar da representação de mulheres brancas, a situação é ainda maior se colocar questões raciais em jogo. Os dados do TSE (2016) revelam que as mulheres brancas se elegem duas vezes mais do que as negras ou pardas.

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