Cadeirante tem carona de motorista de Uber negada

Caso gera comoção e empresa deve punir o motorista

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Na manhã de domingo, 15 de setembro, a atleta da Seleção brasileira de handebol em cadeira de rodas, Suzana Cristina da Silva, de 34 anos, solicitou um carro através do aplicativo Uber em Balneário Camboriú para se dirigir ao seu treino desportivo. Após a passageira se acomodar no carro e adaptar sua cadeira para colocar dentro do veículo, o motorista, que pilotava um Onix preto, se recusou a levar a atleta, alegando que a cadeira poderia riscar o carro.

Imediatamente, o motorista do Onix cancelou a corrida e forçou Suzana a descer do veículo. Com o cancelamento, um outro carro foi chamado. Suzana ficou muito nervosa, a ponto de tremer de desespero. Porém, assim que o outro carro chegou, o novo motorista a acalmou e a levou ao local do treino sem problemas.

Na segunda-feira, 16, Suzana notificou o caso à associação dos Motoristas de Aplicativos da Foz do Rio Itajaí (Amafri) sobre a discriminação que sofreu e também disse que iria registrar um boletim de ocorrência na delegacia.

Em nota, a Uber informou que fornece diversos materiais informativos a motoristas parceiros sobre como tratar cada usuário. A empresa também afirmou que tem como política que os motoristas cumpram a legislação que rege o transporte de pessoas com deficiência. A Uber disse ainda que, nos casos em que os usuários sentirem que o tratamento do motorista não foi respeitoso ou que desrespeitou a lei, podem reportar os incidentes à empresa, para que ela possa tomar as medidas necessárias. Conforme o código de Conduta da Comunidade Uber, casos comprovados de motoristas que adotem conduta discriminatória podem levar à perda de acesso à plataforma.

A Amafri, por sua vez, se pronunciou em solidariedade à Suzana. “Ele (motorista) infringiu uma lei e a gente como associação repudia isso”, disse Júlio César Fontana, um dos diretores da entidade. “Já tivemos o caso com deficientes visuais de Itajaí e também nos posicionamos a favor dele”, comentou. Ainda na segunda-feira, a associação fez contato com outras empresas de aplicativos de transporte individual de passageiros para relatar o caso, com a intenção de que os demais aplicativos também efetuem o descadastramento do motorista do Onix.

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