Câmara lança guia que estimula a participação das mulheres na política

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Uma videoconferência realizada na manhã desta sexta-feira (26) marcou o lançamento para a Região Sul do “Guia Acessível para a Candidatura das Mulheres”. A publicação, escrita pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados e Associação Visibilidade Feminina, tem o propósito de contribuir com a capacitação técnica e prática de mulheres que tenham interesse em se candidatar nas eleições municipais de 2020.

O lançamento contou com o apoio da Bancada Feminina da Assembleia Legislativa e Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira. Participaram parlamentares, prefeitas e representantes de órgãos públicos e associações dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que conduziu a sessão, afirmou que, apesar das recentes alterações na legislação eleitoral, como a que garantiu recursos e tempo de propaganda para as candidaturas femininas, o Brasil ainda está muito atrasado em termos de acesso feminino na política.

Para exemplificar esta situação, ela citou um levantamento realizado pela ONU neste ano, em parceria com a União Interparlamentar, que apontou o Brasil na 140ª posição entre 191 países no que se refere a participação feminina nos parlamentos, atrás de todos os demais da América do Sul.

“Precisamos quebrar barreiras e tirar o Brasil desta posição vergonhosa quanto a participação das mulheres na política. Nossa luta é aumentar a participação feminina nos legislativos e executivos municipais neste ano e é neste sentido que o guia foi idealizado e produzido.”

De acordo com a advogada Thalita Abdala, que integra a Associação Visibilidade Feminina, o guia contém todas as informações necessárias para quem deseja participar do pleito de 2020, como filiação partidária, lançamento e registro de campanha, propaganda eleitoral, financiamento e prestação de contas, bem como questões relacionadas ao exercício dos cargos de prefeita, vice-prefeita e vereadora municipal. Também apresenta um glossário dos principais dos termos técnicos utilizados no meio eleitoral e político, anexos e links para aprofundamento dos temas tratados.

“O nosso compromisso foi fazer publicação aberta, acolhedora, com um texto de fácil compreensão e imagens que possam ser reproduzidas pelos diversos dispositivos leitores”, disse.

O guia, que também terá versão impressa, já está disponível e pode ser acessado na página visibilidadefeminina.org.

Alesc também disponibilizará o guia
Para difundir ainda mais o acesso ao guia, a Escola do Legislativo catarinense também passará a disponibilizá-lo em sua plataforma de ensino a distância, conforme anunciou a presidente da entidade, a deputada Marlene Fengler (PSD). 

“Queremos que essa ferramenta atinja o maior número possível de mulheres, de forma gratuita e acessível, para que possam participar do processo eleitoral. Acho que isso é algo que, como deputadas estaduais e federais, temos que estimular e fortalecer, pois se defendemos a necessidade da mudança, precisamos fazer a nossa parte, contribuir.”

A deputada Ada de Luca (MDB), que coordena a Bancada Feminina da Assembleia Legislativa, afirmou que a inserção das mulheres é fundamental e deve se dar não só no sistema político-partidário, mas também nas discussões e decisões que envolvem as comunidades. Sobre o tema, ela fez referência a citação da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet. “Quando uma mulher entra na política, a política muda a mulher. Mas quando várias mulheres entram na política, muda a política.”

A importância da edição do guia também foi destacado pelas deputadas federais Angela Amin (PP-SC) e Geovânia de Sá (PSDB-SC). “Esta publicação, mais uma iniciativa positiva da Secretaria da Mulher, vai contribuir para levar informações da melhor forma possível para as candidaturas e diretórios municipais e tenho certeza que o resultado vai ser amplamente positivo”, disse Angela.

“Esse instrumento com certeza vai favorecer que as candidaturas femininas tenham mais consistência nas disputas eleitorais e também que as eleitas possam atuações diferenciadas.”, complementou Geovânia.

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