ITAPEMA É DESTAQUE NACIONAL EM SANEAMENTO

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O saneamento básico está sendo assunto prioritário no Brasil com a discussão de um novo marco regulatório do setor. Hoje, são poucos os municípios que oferecem abastecimento de água com qualidade e realizam o tratamento adequado do esgoto gerado. Itapema, que conta com investimentos privados desde 2004, é destaque no país. A cidade universalizou o abastecimento de água a toda a população e distribui água de qualidade aos moradores e aos turistas que somam mais de 500 mil habitantes nas temporadas de verão. O tratamento de esgoto, que já atende a 70% do município, está sendo ampliado e chegará em 2020 ao índice de 90%.

OBRAS EM EXECUÇÃO

Com a captação de R$ 100 milhões anunciados em março deste ano, a Conasa ampliou os investimentos no município e está realizando novas obras que vão atender melhorias contínuas no abastecimento de água da cidade e no tratamento de esgoto. No total, são 18 obras em andamento, muitas já iniciadas e outras para começarem em curto espaço de tempo. Acompanhe algumas delas:

Construção de 37 km de rede coletora de esgoto nos bairros Jardim Praiamar e Morretes. As ruas estão recebendo limpezas periódicas na semana e mutirões de limpeza aos finais de semana;

  • Desassoreamento e ampliação da reservação de água bruta nas lagoas construídas pela Conasa para captação de água de chuva e atendimento às altas demandas de consumo nas temporadas de verão;
  • Instalação de calha Parshall no Rio Perequê para controle de vazões de água e análise de perdas na captação de água bruta;
  • Realização de obras de melhorias na rede de distribuição de água no bairro Ilhota;
  • Reforço na distribuição de água nos bairros Meia Praia, Alto São Bento e Centro;
  • Ampliação da capacidade de produção da Estação de Tratamento de Água Morretes em mais 125 litros por segundo;
  • Instalação de macromedidor nas Estações de Tratamento de Água para controle de perdas;
  • Troca de mais de 70% dos hidrômetros dos imóveis, o que significa a substituição de 11 mil novos aparelhos, trazendo ganhos na aferição do consumo.

CONQUISTAS DE 2004 A 2018

  • Capacidade de produção de água tratada aumentou de 150 litros por segundo para 573 litros por segundo;
  • A rede de distribuição de água passou de 79 km para 286 km;
  • O armazenando de água tratada saltou de 800 mil litros para 9 milhões de litros;
  • A reserva de água bruta saiu do zero para 290 milhões de litros com a construção de duas lagoas de reservação;
  • A produção total da cidade nas cinco ETAs atinge hoje 50 milhões de litros dia;
  • A coleta e o tratamento do esgoto eram de 0% e hoje é de 74%

NR: SANEAMENTO BÁSICO É A MAIOR MEDIDA PARA PREVENÇÃO AS DOENÇAS DE TRANSMISSÃO FECO-ORAL

Com o encorajamento da sociedade itapemenses em busca de melhorias, hoje o saneamento básico, pode ser considerada a maior obra de prevenção as doenças em nosso município.

Veja no quadro abaixo, vídeo aéreo mostra parte da infraestrutura implantada a partir de 2004, quando há 15 anos, Itapema, possuía zero do índice de tratamento de esgoto, apesar da cidade ser balneário, banhada por praias, não possuía qualquer sistema ou projeto para a implantação das ETEs para receber o esgoto e tratá-lo. Desde então, foram feitos planejamentos para a médio prazo implantar a infraestrutura necessária para retirar-se do índice zero em tratamento e hoje poder divulgar a aferição apontada para os 74% e que em 2020, o índice será de 90%.

Portanto, muitos especialistas consideram a implantação do saneamento básico a maior medida de prevenção as doenças. Estudo feito pela pesquisadora Denise Kronemberger, a pedido do Instituto Trata Brasil, avaliou a relação entre saúde e saneamento e seus impactos nos 100 maiores municípios do Brasil entre 2008 e 2011.

À época da apresentação dos resultados da pesquisa, o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, afirmou: “Infelizmente, o atendimento em saneamento básico ainda divide o Brasil. Cidades bem atendidas em água e esgoto economizam recursos com saúde e seus cidadãos são mais saudáveis, sobretudo as crianças. Enquanto isso, outras cidades gastam muito em internações e condenam seus cidadãos a conviverem com mais doenças da água poluída”.

No estudo, apontou que nas 100 cidades analisadas, foram registradas 28.594 internações de crianças de até 5 anos, ou seja, 53% do total das internações no Brasil (54.339). O total de internações custa cerca de R$ 140 milhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Dentre as doenças lembradas citamos algumas que são mortíferas, a febre tifoide, a febre paratifoide, as shigeloses, a cólera, a hepatite A, a amebíase, a giardíase, a leptospirose, a poliomelite, a ancilostomíase (amarelão), a ascaridíase (lombriga), a teníase, a cisticercose, a filariose (elefantíase) e a esquistossomose.

Boa parte dessas doenças tem ciclo de transmissão feco-oral, aquele em que agentes causadores presentes nas fezes humanas ou de animais entram pela boca de uma pessoa, que se contamina. Isso pode ocorrer pelo uso de água não tratada, tanto para beber quanto para lavar alimentos.

“o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome, para a superação dos altos índices de mortalidade infantil e de doenças evitáveis, e para a sustentabilidade ambiental”. dom Sérgio da Rocha – Presidente da CNBB.

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