Donald Trump caminha a passos largos para a sua reeleição

Longe de mim fazer um balanço do governo americano até agora, o que vou fazer aqui é elencar os motivos pelo qual Donald Trump será reeleito ano que vem, a não ser que ele não queira.

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Em 2016, eu disse em uma entrevista para esse mesmo jornal, Folha do Estado, que Trump seria eleito, contrariando todas as previsões das grandes mídias mundiais, e agora eu lhes digo, Trump será reeleito em 2020.

Longe de mim fazer um balanço do governo americano até agora, o que vou fazer aqui é elencar os motivos pelo qual Donald Trump será reeleito ano que vem, a não ser que ele não queira.

A economia americana está crescendo desde que o bilionário assumiu a Casa Branca em 2017, um crescimento anual de 3%, e a cada mês que passa, o índice Dow Jones (ações industriais) alcança altas históricas. Alguns economistas chegam a dizer que uma nova bolha está para surgir, uma bolha parecida com a crise econômica mundial em 2008, porém já se passaram 2 anos desde que Trump assumiu a presidência e não ocorreu nenhuma reação negativa dos mercados. Cumpriu uma de suas principais promessas, o maior corte de impostos da história dos EUA, reduzindo impostos sobre empresas de 35% para 21%, além de corte de impostos para a classe média americana. O corte de impostos feito pelo governo americano beneficiou as empresas, e as empresas beneficiaram os trabalhadores, aumentando seus salários. Várias empresas americanas que antes estavam investindo suas fábricas na China voltaram a investir nos EUA, uma delas por exemplo, a Apple, que anunciou que iria investir mais de US$30 bilhões de dólares na economia americana. Outros exemplos de como o governo Trump remodelou a economia americana foi seus investimentos na agricultura americana, na indústria do petróleo, do aço e automobilística. Com seu slogan “America First” (América Primeiro) e “Made in America” (Feito na América) criou milhares de empregos para a população dos EUA, por seus incentivos nas indústrias nacionais.

Nas relações internacionais Trump anunciou a retirada de tropas americanas do Afeganistão e da Síria, atraindo uma boa imagem perante eleitores que se consideram “não intervencionistas” (eleitores que são contra intervenção militar americana em outros países). Renegociou acordos como o NAFTA e também está em meio a uma polêmica com a OTAN, pois o presidente americano quer que países como Alemanha e França invistam valores proporcionais aos EUA no grupo de segurança. E como não poderia deixar de falar, Trump entrou para a história como o primeiro presidente dos EUA depois da guerra-fria a se reunir com um presidente da Coreia do Norte, anunciando um acordo de desnuclearização do país comunista. O que causou grande aprovação interna para o presidente americano.

O governo Trump também é marcado por diversos “escândalos”, como por exemplo, uma suposta interferência russa nas eleições americanas, além de financiamentos ilegais em sua campanha, o que ainda nada foi provado. Grandes veículos de imprensa americanos como por exemplo a famosa CNN, diariamente fazem programas criticando o governo americano, além de ter seus jornalistas correspondentes na Casa Branca entrando em polêmica com o presidente americano toda vez que há uma conferência de imprensa. Trump acusou a CNN de ser propagadora de “Fake News” (Notícias Falsas), termo que ficou famoso mundialmente. Mesmo com todas essas polêmicas, a sua administração é sólida, passando longe uma possibilidade de impeachment que é cogitada desde que assumiu a presidência.

A oposição do Partido Republicano de Trump, o Partido Democrata está perdido, diversos nomes surgem como pré-candidatos nas primárias democratas para obter a nomeação pelo partido para as eleições gerais em 2020, porém nenhum com grande peso. Até agora os mais cotados são Beto O’Rourke, ex-cantor de rock, e nome novo na política, foi candidato ao senado pelo Texas, obteve uma votação histórica e quase desbancou o favorito conservador e atual senador republicano Ted Cruz, porém, Cruz ainda ganhou com uma pequena margem. Elizabeth Warren, atual senadora democrata pelo Estado de Massachussets, forte nome entre as mulheres e entre os progressistas do Partido Democrata. Bernie Sanders, senador histórico pelo Estado de Vermont, se autodenomina socialista, atualmente ele não está filiado ao Partido Democrata mas ele tem uma ligação com o partido e provavelmente se filiará para lançar sua pré-candidatura novamente pelos Democratas. Bernie foi concorrente duro nas primárias democratas para a ex-candidata à presidência e derrotada por Trump nas eleições gerais, Hillary Clinton. Outro provável candidato as primárias democratas é Cory Booker, senador por Nova Jersey, cujo objetivo é seguir os passos de Barack Obama e ser outro presidente negro na história dos EUA. Outros nomes são ventilados como possíveis candidatos, entre eles está o da ex-primeira dama Michelle Obama, que é quase improvável, e o de Joe Biden ex-vice-presidente dos EUA. Outro nome que é ventilado, e que esse é mais provável é o do ex-prefeito de Nova York Mikael Bloomberg, que caso se concretize, é um forte candidato.

O que resta agora para o Partido Democrata é tentar desgastar a imagem de Trump, impedindo que ele concretize suas promessas de campanha, ainda mais agora, que os democratas tomaram o controle da câmara dos deputados. O objetivo dos democratas agora é não aprovar a verba para a construção do muro na fronteira com o México. Polêmica essa que gerou a maior paralisação na história do governo americano, conhecido como “shotdown”. Porém, ao que tudo indica, Trump irá conseguir a verba, só não se sabe se conseguirá através do congresso ou de um decreto de emergência nacional.

Do lado republicano, Trump está tranquilo quanto a sua nomeação para a reeleição pelo seu partido. Não deverá ter oposição no Partido Republicano, e caso tenha, é de algum “político rebelde”. Trump tem forte aprovação dentro da ala mais conservadora do partido. Atualmente tem aprovação segunda pesquisa realizada pela rede de comunicação NBC de 88% entre os eleitores Republicanos e 6% entre os Democratas. O mandatário da Casa Branca tem uma aprovação geral de 37%, mantendo sua base de eleitores fiéis. Ao que tudo indica, a eleição de 2020 deverá repetir a eleição de 2016, Trump perderá nos votos totais, porém vencerá no número de delegados. Mesmo possuindo uma aprovação considerada baixa, o crescimento da economia americana e a oposição perdida em busca de uma nomeação de peso, traz ventos favoráveis para a reeleição do Comandante em Chefe da Casa Branca.

André Filipe do Prado Tenório

Acadêmico do curso de Relações Internacionais – UNIVALI

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