ECONOMIA: AS RESERVAS INTERNACIONAIS ATINGIU US$377 bilhões em janeiro de 2019

A estimativa do Banco Central para a dívida externa brasileira bruta em janeiro é de US$ 319,521 bilhões.

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Economia: A estimativa do Banco Central para a dívida externa brasileira bruta em janeiro é de US$ 319,521 bilhões. Segundo a instituição, que divulgou nesta segunda-feira, 25, as Estatísticas do Setor Externo à Imprensa, o ano de 2018 terminou com uma dívida de US$ 316,168 bilhões. A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 249,119 bilhões em janeiro, enquanto o estoque de curto prazo ficou em US$ 70,401 bilhões no fim do mês passado.

Em janeiro de 2019, o déficit em transações correntes totalizou US$6,5 bilhões, ligeiramente superior ao de janeiro de 2018, US$6,3 bilhões. Esse aumento deveu-se, principalmente, ao recuo do superávit comercial, de US$2,4 bilhões para US$1,6 bilhão na comparação interanual. Em janeiro de 2019, o déficit em transações correntes acumulado em doze meses somou US$14,8 bilhões (0,78% do PIB), praticamente estável em relação ao mês anterior (US$14,5 bilhões e 0,77% do PIB).

Em janeiro, as exportações de bens totalizaram US$18,5 bilhões, variação de 9,4% com relação a janeiro de 2018. As importações de bens somaram US$16,9 bilhões, expansão de 16,2%, na mesma base de comparação. Os resultados de janeiro de 2019 foram influenciados pelo registro de operações no âmbito do Repetro, sendo US$1,3 bilhão relativo à exportação e US$2,1 bilhões à importação. Em janeiro de 2018 não houve operações relativas ao Repetro.

O déficit na conta de serviços atingiu US$2,6 bilhões no mês, 8,1% inferior ao déficit de US$2,8 bilhões ocorrido em janeiro de 2018. Destacaram-se as reduções nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos (US$374 milhões) e de viagens (US$238 milhões), em contrapartida ao incremento nas despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual (US$289 milhões).

Em janeiro de 2019, o déficit em renda primária reduziu 5,1% na comparação com janeiro de 2018, somando US$5,8 bilhões. Os gastos líquidos com juros somaram US$4,3 bilhões no mês, decréscimo de 6,7% na comparação interanual, com expansão de receitas geradas pelas reservas internacionais e moderada retração de despesas. As despesas líquidas de lucros e dividendos somaram US$1,5 bilhão, mesmo patamar de janeiro de 2018.

Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$5,9 bilhões no mês, ante US$8,4 bilhões em janeiro de 2018. Nos últimos doze meses, o IDP totalizou US$85,8 bilhões, correspondendo a 4,55% do PIB. Em dezembro de 2018, os fluxos líquidos de IDP acumulados em 12 meses alcançaram US$88,3 bilhões, ou 4,70% do PIB.

No mês, os ingressos líquidos de investimentos em ações, fundos de investimento e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico somaram US$6,7 bilhões, o que representou retorno desses fluxos, após saídas líquidas de US$12 bilhões em dezembro de 2018. Em janeiro do ano passado houve ingressos líquidos de US$10,1 bilhões. Em janeiro de 2019, os ingressos líquidos de títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico somaram US$3,1 bilhões; em ações, US$3,0 bilhões; e em fundos de investimento, US$694 milhões. No acumulado em doze meses, as saídas líquidas atingiram US$15,4 bilhões.

Reservas internacionais: O estoque de reservas internacionais atingiu US$377,0 bilhões em janeiro de 2019, correspondendo a 337,4% da dívida externa de curto prazo residual (exceto operações intercompanhia e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico), aumento de US$2,3 bilhões relativamente ao mês anterior. As variações por preços e por paridades e a receita de juros proporcionaram incrementos de US$1,6 bilhão e US$647 milhões, respectivamente. O estoque de linhas com recompra totalizou US$12,3 bilhões e permaneceu inalterado com relação a dezembro de 2018.

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