Editorial: A boa e a má fé andam juntas com eleitores e candidatos

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José SantanaGrande maioria das pessoas dizem não gostarem de política, até parece soar bem num primeiro momento, ao remontarmos o tempo, percebemos que esta grande maioria hoje, foram incentivadas pelos avós e pais que lugar de gente séria e longe de política, na verdade, este pensamento influenciou negativamente as gerações sobre o exercício da cidadania e seu papel frente as demandas das políticas públicas eficientes e probas. “votar por boa fé seria o mesmo que assinar um cheque em branco para um desconhecido, ou seja, entregar administração da sua conta bancário para este mesmo estranho”.. Quando o eleitor de boa fé fazer esta avaliação, certamente terá dificuldade para encontrar um candidato de boa fé.

Um prejuízo imensurável a esta geração, que ausente da política comete crime contra a cidadania, sem contar que este desapego forma uma multidão de analfabetos políticos, ou seja, a grande maioria desconhece que é do seu voto que nasce as boas e más decisões que influênciam na inflação, no mercado de trabalho, na desenvolvimento, educação, segurança e infraestutura.

Esta semana, acompanhávamos uma reunião de pré candidatos a vereadores e a prefeitos, na maioria dos discursos se percebeu um despreparo enorme com as plataformas, planos e projetos, na sua maioria, nenhum pré-candidato discorreu com segurança sobre temas relevantes para melhorar a qualidade de vida, ou seja, defender ao menos a tese para gestão pública de qualidade, eficiente e proba.

Esta triste realidade, nos preocupa, uma vez que os postulantes a cargos de vereadores e de prefeitos com rara exceção conhece sobre o seu papel de candidato, quanto mais sobre o desempenhar deles frente ao cargo (função)…

Esta falta de habilidade e domínio com relação a coisa pública, da administração e do legislativo, é grave, porque se os que estão predispondo a cuidar da gestão pública são amadores, como os eleitores podem selecionar seus preferidos, talvez seja, por ser seu vizinho, amigo, parente, patrão e… sei lá…

Em tempos tão difíceis, onde o povo anda incrédulo (e passivo) em relação aos acontecimentos da política nacional, onde agentes públicos são acusados de agir de má-fé com os recursos públicos, notadamente para se locupletar, cabe ao eleitor fazer a seleção e optar pelos melhores qualificados (se existir).

A boa-fé era algo nato no ser humano, algo tão normal que, quando havia os casos envolvendo pessoas que agiam de má-fé, isso era algo tão chocante que se espalhava rapidamente entre as comunidades e a pessoa ficava isolada dos demais como se tivesse uma doença contagiosa.

Hoje em dia, a boa-fé age principalmente como princípio amparado pela ética inspiradora da ordem jurídica e a aplicação das normas existentes. Diante de um princípio de tão grande importância, podemos afirmar que é um dos princípios que mais influencia o sistema jurídico brasileiro, representando o reflexo da ética no fenômeno jurídico.

Com segurança, se questiona os candidatos e eleitores, se os mesmos entregariam a sua conta bancária para um desconhecido administrar, ou se o mesmo contrataria um “advogado” (rábula) para defende-lo frente a um juiz eficiente e probo?

Para as próximas eleições teremos uma multidão de eleitores que encheram o peito para desabafar contra os candidatos e as políticas ineficientes, antes mesmo de avaliar se ele mesmo sabe votar, ou avaliar quem esta mais apto para administrar a sua conta bancária?, enquanto, isso fica a dica, para ser candidato seria bom uma reflexão sobre o papel a desempenhar do Ser político, e o do eleitor e sua consciência quanto ao exercício republicano do voto?.

 

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