Editorial: Ignorância dos governos e dos governados

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jornalista e editor
José Santana, jornalista e editor do jornal Folha do Estado. josefolha@hotmail.com

Mais uma festa quanto qualquer outra “brasis” adentro recebem status dos governos com apoios e subsídios, estamos a véspera de mais um carnaval onde o dinheiro que é público ganha destaque e serve para financiar o bacanal na terra do ninguém.. Este ano, presenciamos algumas medidas quanto ao comportamento por parte de uma minoria dos governos que fazem estes aportes não devido à importância da festa, mas para na sua maioria manter o curral eleitoral, nada contra quem pula carnaval e ouve suas letras lúdicas para não dizer o do contra senso da ignorância que não acrescenta em nada a cultura, ao caráter e aos bons costumes de um povo.

Quando olhamos a falta de investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura, chega a ser gritante e de esbugalhar os olhos com a falta de critérios do governos para aplicações dos recursos públicos com eficiência e equidade. Na piores das hipóteses alguns governos isolados têm as mínimas noções básicas sobre a importância do dinheiro público para o desenvolvimento social, educacional e, sobretudo o econômico, quando vemos um país que governa para a desigualdade e não para a igualdade de direitos quando se trata da boa aplicação da probidade em relação à coisa pública.

Tem um culpado quanto à má aplicação da coisa pública no que deve por direito serem públicos, sim, todos nós temos uma parcela de responsabilidade pelas más gestões dos governos, uma vez, que a grande parcela da nossa sociedade é corrupta e na outra ponta sobram-se os corrompidos que mantem a pirâmides de pessoas sem qualquer aptidão para administrar com qualidade e eficiência os impostos dos cidadãos (sobra ineficiência e muita corrupção).

A casos, e casos, mas na maioria deles temos culpados para a terrível desgraça que sobre caem ao “lombo” do povinho, que ousam votar em pessoas sem a menor condição para legislar e administrar suas economias, como no velho ditado, “que tem um olho em terra de cego é rei”, isso se aplica a política brasileira, que tem um olho, ou seja, no mínimo “caolho” torna-se rei em terra de ninguém a exemplo dos nossos governos que desconhecem a praticidade de governar com justiça e responsabilidade os interesses coletivos, sem dar margem aos sistema corrupto que paralelamente estão empregados dentro da máquina administrativa, onde um servidor é tão ineficiente que temos que lotar dez para produzir atividade de um, tão logo, só as folhas de pagamentos do governos, municipal, estadual e federal, consome mais de 50 dos recursos advindos dos impostos, e nada sobra para investimentos estratégicos de médio a longo prazo.

A forma política ou administrativa de um governo tem pouca importância, desde que forneça os elementos essenciais ao progresso civil; liberdade, segurança, educação e ordem social. Não é o que um estado é, mas o que ele faz que determina o curso da evolução social. E, afinal, nenhum estado pode transcender aos valores morais dos seus cidadãos, tais como exemplificados pelos seus líderes eleitos. A ignorância e o egoísmo assegurarão a queda, mesmo do mais elevado tipo de governo.

Porque não avançamos nas formas de governos e de governar, se a educação não forma nos governados o senso critico construtivo, se assim fossem, os cidadãos, poderiam e deveriam ter a visão de uma nova sociedade cultural bem mais elevada. A educação saltaria para novos níveis de valor, quando ultrapassar o sistema da economia, baseado puramente na motivação do lucro. A educação tem sido, por muito tempo, regionalista, militarista, exaltadora do ego e buscadora do sucesso; ela deve finalmente ser aberta para o mundo, tornar-se idealista, auto realizadora e abrangente do ponto de vista humano.
O ponto central para o desenvolvimento dos governos e dos governados está sobre a tutela da cultura e da educação, do contrário a evolução será tardia e traumatizante.
O Editor – José Santana

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