Elza Soares emociona público na abertura do 22º Festival de Música de Itajaí

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Mais de três mil pessoas prestigiaram a cantora no Centreventos

A primeira noite de shows do 22º Festival de Música de Itajaí ficará gravada na memória da nossa cidade. Mais de três mil pessoas comparecerem ao Centreventos neste sábado (31) para prestigiar Elza Soares. Com mais de 50 anos de carreira, ela agitou a plateia com novos e antigos clássicos em um show impecável.

Foto: Marcos Porto

Esta é a segunda vez que Elza participa do Festival de Música. A primeira foi em 2003, quando o evento ainda acontecia no clube Guarani. Dezesseis anos depois, Elza retorna ao Festival. “É uma história. Rever os amigos, voltar a uma cidade que você sempre foi tão querida e que tem pessoas maravilhosas. É uma emoção muito grande, fico muito feliz em poder retornar a esta cidade”, comentou a Diva em coletiva de imprensa.

Elza voltou à região em 2010 para uma participação especial na gravação do DVD da cantora itajaiense Bárbara Damásio, que também compareceu ao show, cantando emocionada todas as músicas do repertório.

Desde de então, a carreira de Elza ganhou uma nova roupagem, mais moderna e fazendo jus à ousadia da cantora. Sobre seu último álbum “Deus é Mulher”, lançado em 2018, ela comenta:

Foto: Marcos Porto

“Deus é mulher nasceu a partir da influência da minha própria vida. Sempre perguntei a Deus por que eu sofria tanto, por que eu era tão pobre, por que tudo era tão difícil. Eu queria esse Deus perto de mim. Então desde criança cobro muito a Deus e continuo cobrando. Eu achei que Deus era mulher porque ela me ouviu várias vezes. Acho que Deus é mulher, porque se fosse homem já tinha acabado com tudo”.

A temática feminina anda muito presente nos trabalhos da cantora, que sempre lutou pelos direitos das mulheres. Elza ovaciona o empoderamento feminino e ressalta a importância da união entre as mulheres.

“Já vivemos fases em que as mulheres não se gostavam; mulher não tinha amiga mulher. Mas chegamos a um ponto que uma mulher precisa da outra, é muito importante uma amizade feminina do seu lado. E hoje eu vejo a mulher muito mais amiga e entrosada, com uma visibilidade bem maior e com uma missão: fazer um mundo melhor. Se o mundo fosse dominado por mulheres, seria outra coisa”.

Unindo gerações
A abertura do show ficou por conta da cantora itajaiense Mari Monteiro, que apresentou o show “Máquina do Ritmo”. Com canções autorais e algumas releituras da MPB, Mari fez com que o público de mais de três mil pessoas entrasse no clima certo para o show principal. “Estou muito feliz em participar dessa edição do festival, ainda mais abrindo o show de uma das artistas mais importantes do Brasil”, comentou Mari ao subir ao palco com as palavras trêmulas de emoção.

Quando Elza entrou em cena, pessoas de todos os gêneros, idades e estilos entoaram em alto e bom som os sucessos da artista. Ela apresentou a nova versão do show “A Voz e a Máquina”. Acompanhada por dois músicos da cena eletrônica e um guitarrista, o quarteto é ao mesmo tempo minimalista na formação e completo musicalmente, com arranjos sob medida para a voz da grande Diva.

A artista cativou o público de todas as formas. “Eu adoro essa cidade, gente. Tenho muitos amigos aqui. Vocês não sabem como estou feliz em voltar para Itajaí”, comentou Elza logo que subiu ao palco. Unindo efeitos visuais e sonoros com discursos de empoderamento e de paz, Elza emocionou a multidão em um show simplesmente inesquecível e completamente impecável, na medida certa, unindo diversas gerações e mesclando estilos musicais na medida certa.

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