EMPRESÁRIOS DIZEM QUE BOLSONARO É “DILMA DE CALÇAS”.

Pela primeira vez, o presidente foi amplamente criticado por pessoas importantes do mercado financeiro que se posicionaram ao lado do comandante da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na queda de braço entre os Poderes. Governadores e Parlamentares planejam um ultimato aos Militares, vistos como tutores do Planalto.

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Conforme Operadores do mercado financeiro e principalmente Empresários, Bolsonaro vem tropeçado nos próprios pés, mas agora colocou em risco a votação da reforma da Previdência. A incapacidade do Presidente de estabelecer diálogo com o Parlamento fez com que ele fosse chamado por Investidores nesta sexta-feira de “Dilma de calças”, conforme menciona a coluna “painel” do site uol. Vale lembrar que estes Empresários são uma importante base de apoio ao Governo. Mas a irritação e frustração já começa a se manifestar no cenário empresarial também. Isto sem entrar em detalhes de algumas categorias de trabalhadores que já articulam paralisações pelo Brasil nos próximos dias. “Caminhoneiros” é uma delas, “Professores” outra…e assim ouve-se a palavra “articulação” também fora do cenário político. O povo também se articula, e o “mito” não completou 90 dias no Poder.

Nos bastidores, os aliados de Bolsonaro cobram uma atitude para correção dos rumos do governo e também das atitudes do Presidente. A palavra é postura. Outra solicitação é principalmente abrir canais de diálogo sobre o cenário político. Pequena demonstração disto, foi um almoço nesta sexta-feira entre uma bancada de São Paulo e o Comandante Militar do Sudeste, General Luiz Eduardo Ramos, onde o “cardápio” foram as mudanças na Aposentadoria dos militares.

Na oportunidade, o General aproveitou para expor sua indignação contra a fala do Deputado Eduardo Bolsonaro, em relação a desastrada entrevista ao Jornal chileno “La Tercera”, sobre “invasão à Venezuela”. Novamente um filho atrapalhando o governo do pai. Aliás, assuntos sobre relações internacionais não competem à um Deputado Federal. Vexatório, Eduardo Bolsonaro é mais que um ‘chanceler’, é um conflito diplomático.

Com altos índices de rejeição, muita rede social e pouca prática, além de influência negativa dos filhos no cotidiano, Presidente Jair Bolsonaro já ouve os primeiros ecos das explosões no Congresso Nacional. Rodrigo Maia, Presidente da Casa, ameaça deixar a articulação pela Reforma da Previdência. Agora o chamado “centrão” planeja modificar a MP que redesenhou a Esplanada, reduzindo o número de ministérios de 22 para 15, e inclusive anular o Decreto que extinguiu a exigência de visto para americanos.

Enquanto isto no Planalto, em meio do fogo cruzado da Reforma da Previdência, o  presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Felipe Francischini (PSL-PR), não dá mais prazo para anunciar o relator da reforma da Previdência e nem previsão de votação.

JACKSON MAIER

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