JORNALISTA PROFISSÃO DE RISCO, APONTA UNESCO

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‘‘Crimes contra jornalistas, 156 profissionais mortos em dois anos, aponta UNESCO”

156 jornalistas foram mortos em todo o mundo em 2018 e 2019

Entre 2018 e 2019, 156 jornalistas foram mortos em todo o mundo. O dado está na publicação Proteja jornalistas, proteja a verdade: um folheto para o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade para Crimes contra Jornalistas, lançado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) para marcar a data, lembrada em 2 de novembro.

O maior número de ataques fatais ocorreu na região da América Latina e Caribe, com 40% do total de assassinatos registrados em todo o mundo. A seguir esteve a região da Ásia e do Pacífico, com 26% mortes.  Em 2019, houve uma melhora na taxa de impunidade, que ficou em 12%. Para a UNESCO, a impunidade revela frequentemente “um sintoma de agravamento do conflito, do colapso da lei e dos sistemas judiciais”. 

Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, quando jornalistas são atacados, as sociedades como um todo pagam o preço. Ele diz que sem proteção dos profissionais, “a capacidade de manter as pessoas informadas e contribuir para a tomada de decisões é severamente prejudicada” e sem jornalistas capazes de fazer seu trabalho com segurança, o mundo mergulha em confusão e desinformação. 

O Dia Internacional pelo Fim da Impunidade para Crimes contra Jornalistas foi proclamado em resolução da Assembleia Geral da ONU em 2014, um ano depois do assassinato de dois jornalistas franceses no Mali, em 2 de novembro de 2013. A resolução condena “todos os ataques e violência a jornalistas e trabalhadores da mídia” e exorta os estados-membros a fazerem o possível para prevenir a violência a jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação. O documento também apela que os estados promovam um ambiente seguro e favorável para os jornalistas trabalharem “de forma independente e sem interferência indevida”. 

A importância da segurança de jornalistas


A liberdade de expressão é o elemento fundamental da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e é vista largamente como a base de outras liberdades democráticas tais como o direito de formar partidos políticos, o direito de compartilhar ideias políticas, o direito à investigação das ações de
servidores públicos, e assim por diante. Nesse sentido, ela também contribui para um bom governo e para a responsabilidade democrática.
Por essa razão, considera-se que a mídia necessita de proteções especiais para que possa trabalhar livremente. Assim, os jornalistas precisam ter liberdade e segurança para fornecer o conteúdo que é difundido nos veículos midiáticos. Esse conteúdo representa um exercício da expressão pública de nossos direitos coletivos.

Veja os indicadores https://en.unesco.org/sites/default/files/jsi_national_pt.pdf

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