Levantamento aponta risco médio de infestação do Aedes aegpyti em Itajaí

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Levantamento aponta risco médio de infestação do Aedes aegpyti em Itajaí_60234Ao apresentar índice de infestação predial de 3,3%, o município de Itajaí possui médio risco para transmissão da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. É o que aponta o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), que foi efetuado na cidade neste mês de maio pelos Agentes de Combate a Endemias da Secretaria Municipal de Saúde. Médio risco significa dizer que, a cada cem casas visitadas, de uma a três tinha a presença de larvas do mosquito.

A situação mais preocupante, de acordo com a pesquisa, está no Centro, São Vicente e Fazenda, onde os dados coletados resultaram em alto risco para um surto de dengue, chikungunya ou zika.

Ao todo, durante o LIRAa, foram inspecionados 2.792 imóveis. E destes, em 91 foram encontrados um total de 103 recipientes com larvas positivas do mosquito, sendo:

02 caixas d’água
28 pequenos depósitos móveis (pratos de vasos, materiais de construção)
33 depósitos fixos (calhas, ralos)
04 pneus
29 passíveis de remoção (garrafas, latas, sucatas, recipientes plásticos)
07 naturais (bromélias)

“Isto significa que 70 depósitos são de locais em que podem ser eliminados, basta o morador retirá-los e os outros 33 são passiveis de adequação”, avalia a Secretária de Saúde, Rachel Marchetti.

Lúcio Vieira, Coordenador do Programa de Combate à Dengue, cita que o ideal seria um índice de infestação menor de 1%. “Mas ainda temos encontrado muitos locais com água parada e presença de larva positiva para o Aedes aegypti, o que representa dizer que o mosquito continua circulando nos bairros”. Em relação ao último LIRAa, realizado em novembro de 2015, Itajaí se manteve na mesma situação.

Esta é a situação dos bairros, conforme o levantamento:

Baixo risco
Ressacada
Itaipava
Canhanduba
Salseiros
Espinheiros

Médio Risco
São João
Barra do Rio
São Judas
Vila Operária
Dom Bosco
Cabeçudas
Praia Brava
Cidade Nova
Cordeiros

Alto Risco
São Vicente
Fazenda
Centro
O que é

O Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, foi realizado em toda a cidade neste mês de maio.

Na pesquisa, foram identificados os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença e os recipientes com água parada que mais são utilizados pelo Aedes aegypti para depositar ovos.

De acordo com o Coordenador do Programa de Combate à Dengue, Lúcio Vieira, esta ação é muito importante por resultar em informações qualificadas para futuras atuações que a cidade terá. Isto porque, como vantagens, ela identifica os criadouros predominantes e a situação de infestação do município e permite o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas.

Como é feito

No LIRAa, o município é dividido em grupos de nove mil a 12 mil imóveis com características semelhantes. Em cada grupo, também chamado estrato, são pesquisados 450 imóveis.

Os estratos com índices de infestação predial são:

• Inferiores a 1%: estão em condições satisfatórias
• De 1% a 3,9%: estão em situação de alerta
• Superior a 4%: há risco de surto de dengue

Ou seja

• Baixo Risco – Menos de uma casa infestada a cada 100 pesquisadas
• Médio Risco – De uma a três casas infestadas a cada 100 pesquisadas
• Alto risco – Mais de quatro casas infestadas a cada 100 pesquisadas

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