LUCIANO HANG AFIRMA QUE A QUESTÃO AMBIENTAL É UM “CÂNCER NO BRASIL”, DURANTE REUNIÃO EM JOINVILLE.

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O Plenário da Câmara de Vereadores de Joinville ficou lotado nesta quarta-feira, em reunião da Comissão de Finanças que debateu possíveis impactos financeiros devido a dificuldades relatadas por empresários na concessão de Alvarás para Construção no município.

Afirmando que os Empresários brasileiros estão com pressa para agilizar seus investimentos e empreendimentos, Luciano Hang, dono da Rede de Lojas Havan, afirmou que a questão ambiental é o “câncer no Brasil”.

Citando o Estudo de Impacto de Vizinhança, exigido pela Prefeitura Municipal de Joinville para a implantação de grandes empreendimentos, Hang afirmou que o documento tem 120 itens, o que considera um exagero. “São 500 páginas para conseguir construir uma loja. O empresário enfrenta uma corrida de obstáculos para empreender”, disse.

Em Abril, o empresário publicou, nas suas redes sociais, críticas ao que considerou como “demora do processo de licenciamento” para suas novas lojas da Havan em Joinville.

O secretário de Planejamento Urbano, Danilo Conti, afirmou que as dificuldades das quais os empresários reclamam são um problema histórico que não é exclusividade de Joinville.

Por outro lado, Vilson Buss, Presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil (Sinduscon), afirmou que indústria da construção civil necessita de regras mais claras, celeridade e desburocratização.

“É preciso ainda definição clara de qual é a interpretação da legislação utilizada pela Prefeitura, disse. Segundo Buss, as empresas que a entidade representa têm 77 empreendimentos esperando por alvará, que gerariam 9 mil empregos e R$ 125 milhões anuais em impostos, levando-se em conta IPTU, ISS e ITBI.

O representante do Comitê Permanente de Desburocratização de Joinville, Rudimar Back Defreyn, afirmou, entretanto, que a cidade tem uma das legislações mais modernas do país no que diz respeito a alvarás. Para Defreyn, os problemas relatados são causados, principalmente, pela falta de digitalização dos processos.

JACKSON MAIER

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