Magistrado decide levar pai e filho a júri popular por feminicídio praticado em Joinville

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Depois do encerramento da fase de instrução, em que foram ouvidas 25 testemunhas mais os interrogatórios dos réus, o juiz Gustavo Henrique Aracheski, titular da Vara do Tribunal do Júri da comarca de Joinville, proferiu decisão sobre mais um possível caso de feminicídio que será levado a júri popular. Na tarde desta sexta-feira (25/10), o magistrado decidiu pela pronúncia de um réu acusado de homicídio doloso duplamente qualificado (surpresa e feminicídio) contra sua companheira, fato ocorrido no dia 23 de julho deste ano no distrito de Pirabeiraba, em Joinville. O juiz ainda determinou a manutenção da prisão preventiva do acusado e também pronunciou seu pai, para julgamento pelos crimes de fraude processual e porte ilegal de arma de fogo. 

Embora o réu sempre tenha alegado que a arma de fogo disparou acidentalmente, o juiz entendeu que essa questão deverá ser analisada pelo júri popular porque, ao se desfazerem, o acusado e seu pai, da arma de fogo, eles impediram a realização da perícia que poderia atestar o mau funcionamento da pistola e provar a versão defensiva. Além disso, o desaparecimento do aparelho celular da vítima e do acusado foi considerado indício de que o réu tem algo a esconder acerca da dinâmica dos fatos que se deram no dia do crime.  

O caso veio à tona depois que imagens de câmeras de segurança de um hospital em Joinville registraram o acusado carregando a vítima desfalecida no colo e fugindo em seguida. Mesmo que os acusados não recorram desta decisão de pronúncia, o exame do caso pelo Tribunal do Júri será apenas no próximo ano porque a pauta está congestionada com cerca de 30 ações penais, todas envolvendo réus presos.

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