MAIS UMA VÍTIMA DENUNCIA ABUSO DE AUTORIDADE DA POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA

0 453

Porto Belo/SC: O Morador há 15 anos, (R.A.D) empresário, casado, tem família, em sua declaração ao FolhaSC, “declarou” não dever nada a Justiça, contudo, a sua única ofensa feita aos policiais naquele dia, de outubro de 2018, foi dar boa noite a eles, que após isso, relata a vítima para a reportagem, as cenas de horrores, contrapôs.

Entenda o caso:  Após o caso 446, envolvendo a agressão contra Nivaldo Vasco, no 15/10, no bairro Morretes em Itapema, outra vítima acusa a polícia militar de abuso de autoridade, a vitima procurou a reportagem para narrar as cenas de horrores vividas por ele no bairro Perequê. Conta a “vítima’ que as agressões aconteceram por duas vezes. Segundo a vítima, a cerca de um ano atrás, quando fechou o expediente, seguiu juntamente com parceiro da empresa para tomar uma “gelada” em uma lanchonete próxima, onde relaxariam após um dia de trabalho.  Conta ainda que durante o trajeto passaram perto da loja do Peron, que estava com seu sócio e mais um mecânico prestador de serviço em sua loja.

Explica que ao passar pela PM, havia duas viaturas com 4 ou 5 policiais, não lembro quantos, contudo, cumprimentamos com um ‘boa noite” eles foram recíprocos aos retribuir os cumprimentos, porém, seguimos em frente, por uns dez ou vintes passos, quando um deles gritou, ei, vocês ai, parem ai!  Então viramos para ver se era mesmo com agente a ordem de parar, porque não sabia se era conosco? – Porque havia mais pessoas transitando no local, então paramos, nisso o PM dirigiu-se diretamente a mim, sem abordagem alguma, partiu com agressividade, batendo de socos e chutes, vieram mais e começaram a seção de pancadaria e de ameaças.

Os meus amigos, sócios e funcionários, acompanharam o desfecho, pediram para que parassem com as agressões, porquê tenho lesões graves na perna, os PM mandaram todos calarem a boca e continuaram com a cessão de espancamento.  Eles não consultaram meus documentos não pesquisaram se eramos foragidos, nada!  Aos menos para ver era foragido, e mesmo que fosse, isso não é abordagem normal para prender um suspeito, questiona!. Pois, nem sabiam se tinham ou não envolvimento com alguma espécie de crime? – Simplesmente me arrebentaram de pancadas, sai dali do local com os dois olhos roxos e com as pernas toda sangrando.

Emendou, “única agressão que fizemos aos policiais, lembra a vítima, foi dar boa noite! ”, por isso, fui brutalmente agredido. Sou um cidadão trabalhador, tenho família, filhos e esposa, gero empregos e renda, pagos meus impostos, repetiu, “vivo aqui há 15 anos, e não devo nada a Justiça”, denunciou.  Durante a entrevista, por várias vezes a Vítima se emociona ao relembrar do episódio, depois de um tempo, “copo d’agua” conseguiu narrar com precisão os detalhes das agressões desnecessárias em sem motivo justo para tais,

Este caso está sendo processado por uma sindicância aberta em 16/10/2018, segundo a vítima, após sofrer as agressões gratuitas, não foi conduzido para a Delegacia, fiz um Boletim do Ocorrência, Corpo de Delito, contratei um advogado para processar os acusados na Justiça. Na visão da vítima os policiais fizeram justiça com as próprias mãos, não seguiram qualquer protocolo de segurança, penso que me acusaram, julgaram e condenaram e ao final me colocaram em liberdade sobre ameaças para não procurar a Justiça. 

Narrativa está em de acordo com o Boletim de ocorrência n.00031-2018-2339

Segundo a vítima, (R.A.D) 38 anos, diz que foi aberta uma sindicância, n.917 em 16 de outubro de 2018, até então, não houve qualquer movimentação ou desdobramento no caso. Como já sofri outras agressões preciso de ajuda para que não venha sofrer retaliações ou nova agressões contra a minha dignidade, finalizou.

Nossa reportagem entrou em contato com o Advogado da Vítima, o mesmo, nos informou que tudo que a vítima reivindicar ele fornecerá, e que só se manifestará nos autos, é a nota.

Novembro Azul

   

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.