Morte ou liberdade

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Caneta azul.
Azul caneta

Na história da humanidade constatamos o poder de modificação que exercem alguns quando detém em mãos a “pena” que determine pena ou que crie pena. Pode não gostar do que se escreve, sugiro estudar. O que vemos, infelizmente, uma legião de alienados que deixam sugestionar e conduzir dando exterioridade a suas mais tenebrosas e intimas sintonias com as trevas. Tentam e aplaudem o injustificável. De “tempos em tempos”, como diz o ditado popular, infiltram pequenos detalhes com a finalidade de manipular. Sem desmerecer o autor da música “caneta azul”, existe “consumo”, embora isso me preocupe, mas, a cada momento, em intuito de nos desfocar e animalizar, ainda mais, aparecem os envolvimentos mentais que podem ser com grandes catástrofes ou nulidades que em nada venham a contribuir com a democracia.

Tempo.

Qual o tempo que vale, o dos homens? Esta sociedade machista e sectária que ainda tenta ou convive em tempos de primitivismo, mas, que sabe calculadamente a quem e como conduzir população que produz? O Supremo Tribunal Federal que julga a constitucionalidade da Constituição? Ora, a quem interessa a morosidade da justiça para depois ratificar o que está escrito em “clausula pétrea”? Existe um emaranhado muito profundo neste processo que se diz democrático, no qual, em meu entendimento, ainda, engatinhamos. Primeiro fazem o que querem e condenam sem o “trânsito em julgado”, depois, votam o que já se tinha como garantia constitucional? Um grande redemoinho de interesse, a quem serviu ou servirá?

Gritos.

Gritos de liberdade, prisão ou em corredores gélidos e sujos na pobreza que aniquile em hospitais, enquanto gastem milhões em cartões corporativos, corrupção e omissão em não garantia de direitos fundamentais. Esqueça e apague de sua mente a hipocrisia de pensar que somos livres, digamos que estamos em um “estágio condicionado de liberdade”, somos vigiados e monitorados, inclusive, pelo nosso delicado e infantil procedimento em redes sociais onde muitos se expõem num misto de afirmação ou encontro de afinidades com despreparados da mente para cultuar egos ou futilidades. Somos a geração do consumismo? Não, em grande parte, somos a geração que está e foi comandada e formada para responder mecanicamente a mando de interesseiros e interesses que nos manipulem a resultados em produzir sem questionar. Grite e lute por seus direitos ou aplauda os privilégios de alguns.

Razão.

Não existe razão para comemorarmos a ratificação de entendimento constitucional. O racional e aceitável é cumprirem, em todos os momentos, “à risca” as “leis que garantiriam democracia”. Isso me parece uma falácia, ter que rediscutir e ratificar e principalmente depois de uma “morosidade absurda” declarar e concordar que vale o que estava já escrito. Quantas vidas e tempo se perdeu, o que será feito, vão indeniza-los? Nada no mundo paga a liberdade e a democracia. Enquanto muitos comemoram, choro. Não deveríamos ter deixado chegar ao ponto que chegou. Protelar, analisar decisão e depois ratificar o que já se tinha decidido é em mínimo ingenuidade ou conluio com as “forças estranhas” que nos comandam?

Aplaudem.

Aplaudem e se abraçam, até que momento? Precisamos entender a maléfica face da política e gestão de capital que beneficia privilegiados. Deem cachaça, futebol e samba, “migalhas aos porcos” e os mantenham tremendamente ocupados para que não questionem. Tristeza ou alegria são fatores que nos permitem e que regulem mercado financeiro.Teremos uma “revolução” ou iremos contemplar em “berço esplendido” o exemplo do Chile?

Por Otávio Closs

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