Município analisa dados de mortes por COVID-19 em Itajaí

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Pacientes com doenças pré-existentes, as chamadas comorbidades, têm sido os mais afetados pela COVID-19 em Itajaí. O Município registrou até terça-feira (15) 63 mortes em decorrência da doença e 2.419 pessoas infectadas – a taxa de letalidade é de 2,6%. Entre os óbitos, apenas uma pessoa não tinha registro de comorbidade.

Conforme a Vigilância Epidemiológica de Itajaí, as doenças que têm agravado significativamente o quadro clínico dos pacientes com coronavírus são hipertensão (31 pessoas), diabetes mellitus (22 pessoas) e obesidade (15 pessoas). Em 70% dos casos de morte registrados no município os pacientes tinham mais que uma doença pré-existente.

O órgão municipal também registrou óbitos de moradores com câncer, doenças respiratórias, doenças cardíacas, doenças neurológicas, doenças renais, tabagismo, entre outras comorbidades. Cerca de 5% dos pacientes infectados pelo vírus necessitam de internação hospitalar, os demais se recuperam após tratamento e isolamento domiciliar.

“Doenças crônicas atingem normalmente órgãos como pulmão, coração, rins e fígado, deixando-os mais debilitados para enfrentar uma doença respiratória como a COVID-19. Por conta disso, esses órgãos não conseguem dar uma boa resposta à infecção causada pelo coronavírus. Pessoas de idade mais avançada, que já tem comorbidades, consequentemente serão mais afetadas”, explica o médico infectologista do município, Raphael Alexandre.

De acordo com ele, pessoas com doenças pré-existentes devem seguir as orientações médicas e usar adequadamente a medicação recomendada para que a comorbidade fique controlada.

Casos por bairro
As mortes por COVID-19 foram registradas nos seguintes bairros de Itajaí: São Vicente (14 casos), Cordeiros (11), Espinheiros (6), Centro (6), Cidade Nova (5), Dom Bosco (4), São João (4), Fazenda (3), Barra do Rio (3), São Judas (2), Vila Operária (2), Praia Brava (1), Ressacada (1) e Cabeçudas (1).

A faixa etária mais afetada é a dos 60 a 69 anos, com 19 mortes registradas. No município, 61,9% dos óbitos registrados são homens (39 casos) e 38% são mulheres (24 casos). Os pacientes mais jovens a falecer foram uma mulher e um homem de 32 anos. O mais velho foi uma mulher de 93 anos.

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