Musicalidade e talento. Necessário investir.

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Nem só de meninos e meninas prodígio está contemplada a humanidade. Todos têm talentos explícitos ou a serem desenvolvidos. A governabilidade de cidades, estados ou país passa e movimenta-se diretamente relacionada a investimentos em cultura. Os recursos financeiros parecem desaparecer em mãos de gestores mal intencionados. A famosa “lei rouanet” desconhecida em profundidade de grande massa de população tem servido como titulo instigador de ódio e separação de classes. “Por que não te calas”, essa frase ficou famosa em tempos passados. Muitos, sem conhecimento ou argumentação plausível bradam repulsa e indignação. A lei de incentivo a cultura pouco tem ou quase nada feito para “fomentar cultura”, esclarecimento, consciência politica e cidadania? Artistas e grandes talentos “batem a porta” das grandes gravadoras e empresas ou governos que ainda não entenderam a “força de um microfone”. Verdadeiros gênios e talentos locais ficam abstratos e obstruídos na sombra de “enlatados” que alienam população. Farão a musica “o menino que vendia laranjas sabia não estar sendo enganado”? Pensem!

Perambulam talentos.

Muitos desistem ou fazem apresentações a limitados públicos em verdadeiras batalhas culturais. Urge que invistam mais em cultura e educação. A musicalidade em sonoridade que preencha almas e instrua a esclarecer e formatar pensantes seres passa diretamente por interesses de contrariem modelos automatizados que alienam. Os talentos se aglutinam e se subordinam a “lei da noite ou do mercado” que os rotula e castra financeiramente deixando-os, muitas vezes, em habilidosas mãos manipuladoras que os empresariam e suguem a ultima gota. A dificuldade fortalece aqueles que têm certeza de seu destino e missão em formar, criar e levar cultura. Muitos desistem ao decorrer de caminho árduo e com quase nenhum apoio financeiro. Estamos fadados à alienação, os teatros e espaços de cultura são obsoletos ou inexistentes, basta breve levantamento topográfico e estatístico nos Estados desta confederação. Pense! Ha quem servem os que determinam para onde vai o pífio investimento em cultura? Terão verdadeiras intenções de que o povo se regozija e pense? Pouco provável é a resposta certa.

Soterrados.

Para alguns gestores e empresas o investimento em cultura é como enterrar dinheiro em saneamento e tubulações que conduzem dejetos, vários usam como “caixa dois”. Parte de população acha que “caixa dois” é a segunda unidade de caixa. Somente respiram não pensam! Certamente que ha esses interessam manter neste estado mental, querem mais efetivos neste contingente de sonhadores que consumam o que lhes é dado em restos e migalhas de esclarecimentos e formação. Vivemos uma época de soterrados em ódio e desagregação, fáceis, joguetes em mal intencionadas mãos. Usem a técnica de colocar trinta pessoas em uma sala, retire uma a uma e conte a mesma história, individualmente a cada membro. Sugiro: “Um garoto morreu soterrado em lama” pergunte ao ultimo dos trinta e peça-lhe a repetir o que ouviu, provavelmente lhe dirá:” Um carroço sofreu enrolado e queimado pela chama”. Povo que não pensa só serve para eleger corruptos. A cultura, manutenção e formação de talentos interessam a poucos, chega-se a triste conclusão.

Trabalhe.

Trabalhe, produza e consuma é o que nos dizem. Quem disse que isso tende a ser uma verdade e realidade padrão e absoluta? Quantos se rebelarão em manifestação para que fujamos destes padrões que nos matam? Em qualquer momento de nossas vidas a musicalidade angelical que as formações e expressões nos motivem e conduzam a reflexão, mudança de paradigmas, verdadeiramente, tendem a contribuir com mundo melhor e verdadeiros livres e pensantes cidadãos. Inspire e viva, produza, consuma cultura!

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