Na bala é mais fácil?

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Por Otávio Luis Clos

A desmilitarização necessária.

O extermínio se tornou rotina nas favelas das grandes cidades, “bandido bom é bandido morto” gritam alto e bom tom? Nos parece “tão fácil exterminar, eliminar o problema”. O discurso ocupa mentes onde encontre ninho, aloja-se em propício ambiente em tensão e preocupações, selvageria que esqueçam regras e regulamentos? Seria instinto de preservação exacerbado em moldes de “excludente de ilicitude”?

Limite.

Ter e impor limite, também, deve ter limite? Às policias deveriam agir há molde da nossa “federal” com sistema de inteligência e sem tortura ou agressão. Deixem para as “forças armadas o militarismo” manutenção a prevenção de guerra, segurança nacional. O regime implantado em nossas policias militares necessita de reestruturação, análise e acompanhamento, mudanças? Qual a necessidade de um autoritarismo e procedimento militar hierárquico no patrulhamento e trabalho de segurança na população civil? O emprego de força, tortura, repressão é típico de ditaduras. Pede-se a maior humanização. Cada vez mais se exige intelectualização da força policial e melhor conhecimento, emprego e empenho no cumprimento da lei, equipa-se os efetivos com tecnologia e parecem esquecer, alguns, o procedimento padrão de abordagem e acompanhamento até o processo penal?

Dinheiro.

Dinheiro que pague ou mate. Devem ser melhor remunerados aqueles que trabalham com “segurança pública”, agentes do estado de direito democrático. Condições dignas evitam conluio com o crime, certamente que existirão os com desvio de conduta que deverão, após justo processo penal investigativo, necessitarão serem excluídos das corporações. O desvio de conduta e caráter não se aloja somente na segurança pública. O “tráfico de drogas” alimentado pelos “cidadãos de bem” compra e corrompe, infelizmente, parte de uma sociedade falha e hipócrita. Quem tem dinheiro manda no mundo, sempre nos diziam em adolescência.

Crime.

O crime se especializa em tempos de internet, cada vez mais audaz e planejado, existem verdadeiras “empresas”. Diz a deputada que, inclusive, temos o “gabinete do ódio comandado pelo filho do governante atual”. A fome e miséria tendem a justificar a captação de jovens e adolescentes a serem os “soldados do tráfico”. Uma sociedade injusta e hipócrita quer se armar, “armar o cidadão de bem”. Ricos cada vez mais ricos, pobres indo em direção a miséria. Infelizmente, se continuarmos nesta exclusão e privilégio de alguns rumaremos para o caos. A máxima de “o crime não compensa” não se enquadra em realidade de alguns nas vielas com esgoto e sem mínima dignidade. Virá opção dos sem opções imediatas e realidades que corrompem como se normal fossem.

Sem romantismo.

A docilidade de ingênua criança não se ajusta a incapacidade da selvageria que tente justificar maturidade em delinquência. Somos lampejos de lucidez e entendimento mesclados a exercício de amor e dor. Sobressaltos e alegrias, evidências e oportunidades, nascer e morrer, conste entendimento e segurança naqueles que creem em continuidade. Ternos e simples deveríamos ser, puros e amorosos. A animalidade se faz presença embrutecendo aquilo que deveria ser pleno amor. Animais ou humanos o que somos?

Consciência.

A humanização e desmilitarização se tornam necessárias? Acompanhamento psicológico e melhores condições de trabalho e justa remuneração contribuem para um melhor desempenho policial. As politicas de investimento maciço que deveriam existir são principais responsáveis pelo aumento de criminalidade. A hipocrisia e consumo dos “dependentes”, onde o estado, também, falha é a manutenção do “império do trafico e crime”. Se existe consumo alguém irá comercializar. A regulamentação como remédio pela ANVISA da “cannabis” é algo que irá desmanchar muitas “teses hipócritas”, cabe fiscalizar a produção, distribuição e consumo. Os carros luxuosos conversíveis serão extintos, substituídos por blindados e acompanhados por equipes de segurança!

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