Nenhuma “igreja” fundada nos ensinamentos de Cristo tem poderes para julgar seus semelhantes

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Com este título, “Padre expulsa Lula de missa, aqui não fica ‘bandido’ e Católicos vão a loucura” assunto viralizou pelas redes sociais, muitos corroborando e reafirmando ser correto a prática da aplicação do juízo de valores espirituais, porém, vale a reflexão e a pergunta, teria o padre feito julgamento correto? Teria Jesus o mesmo comportamento frente a um acusado de crimes? –  *Veja parte da fala do padre; “Aqui na casa de Deus acolhemos todo mundo desde que se arrependa de seus atos, hoje está aqui presente um senhor condenado e que jura não ser culpado dos crimes que cometeu além de apoiar o socialismo, e são valores que não são bem-vindos nessa santa igreja”*. Vejamos, como agiu Jesus Cristo em episódios semelhantes?

Como o “Padre” é um dirigente da casa de Deus, ou seja, “igreja de Cristo”, subtende que a igreja não é um tribunal de júri, onde tem-se um acusado, o acusador e o juízo julgador” As palavras ditas no Púlpito ou pela autoridade eclesiástica tem profundo impacto na vida dos seguidores, considerando as repercussões, a fala contradiz o que revela as escrituras sobre julgamento justo feito por Jesus, líder da igreja cristã, ela não expulsa, mas, declara; “Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve“ Mateus 11, 28-30. 

Temos vários exemplos da conduta de Jesus para com os pecadores, numa delas, Jesus age contrário a tudo que havia nos escritos da lei, que não corresponde a conduta do dito pelo “Padre” que tem por  líder Jesus Cristo, veja que os líderes religiosos da época no afã de apanhar Jesus e prendê-lo, apanharam uma mulher acusada de prostituição e submeteram ao julgamento de Jesus, estas informações estão no livro de  João 8:3 a 10: Então os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

“Qual o advogado ou juiz, por mais sábio que seja, pode convencer o homem da justiça? Quantas vezes lemos, ou vemos nos jornais televisivos, a respeito desses profissionais envolvidos em escândalos? E isso já existia nos tempos de JESUS aqui na terra, bastar ler sobre os principais do povo que, praticando injustiças, enganavam as pessoas e queriam matar o SENHOR (Lc 19:47). A injustiça opera no mundo em grande escala.

Em outro episódio, quando Jesus, já havia sido, preso e condenado injustamente, pregada a u cruz, frente ao desafio das dores e da iminente morte, havia dois outros condenados fixados a cruz um do lado esquerdo e outro na sua direita, então, um deles implora, “E fala a Jesus e alto bom som: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino? Então, respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” Jesus sabia de todos os pecados do ladrão, não exortou ou censurou frente ao público que acompanhava as horas finais –Jesus não perdeu o equilíbrio emocional e tomou para si a causa, não fez julgo de valores, enquanto, o outro condenado, blasfemava praguejando o Mestre, Jesus comportou-se com um pai misericordioso não retrucou e nem o censurou com julgamento precipitado, sabe-se desses ladrões que foram crucificados com Cristo, “um à Sua direita, e outro à Sua esquerda” (Mt 27:38; Mc 15:27; Lc 23:32 e 33; Jo 19:18), a bíblia não faz menção. Mas no Evangelho de Nicodemos *(obra apócrifa produzida no período pós-apostólico), capítulo 9, verso 4, os dois malfeitores são identificados como Dimas e Gestas. Já no capítulo 10, verso 2, do mesmo evangelho apócrifo, Dimas é identificado como aquele que repreendeu o outro malfeitor por suas blasfêmias (ver Lc 23:40-42).

Foram necessárias toda esta pesquisas para fazer alguns contrapontos referente ao julgamento feito pelo Padre, que não é um julgamento comum, posto que, a igreja não é um tribunal do Júri e tão pouco Celeste, porém, vale ressaltar, que Jesus em um outro episódio, nos orientou sobre o julgamento celeste, que não cabe a ninguém faze-lo, lamenta Jesus no sermão da Montanha, os julgadores de plantão, veja que Ele lamentou profundamente em nesta fala sobre o julgamento alheio feitos aos pecadores que carecem da misericórdia e não de julgamento,   estes termos, se dito pelo padre, “aqui não fica “bandido” e católicos vão a loucura” coloca-nos frente a uma reflexão ainda maior, posto que esta fala a grosso modo, contradiz tudo que o Mestre revelou aos homens sobre o julgamento espiritual, e como não se colocar no lugar de Deus e julgar seu semelhante. Jesus revelou que só há um julgamento Justo, que Jesus não julgaria os pecadores, mas se colocou como advogado de defesa dos pecadores.  Falou claramente, “O Cisco e a Trave, é uma passagem do Novo Testamento em Mateus 7:1-5, parte do Sermão da Montanha. O discurso é breve e começa condenando os que julgam os outros, argumentando que eles também serão julgados”.

Ninguém, nem antes, nem agora e nem no futuro do futuro pode convencer a alma humana do pecado, dos crimes e das injustiças, somente o Espírito Santo, tem este poder homologado e concedido por Deus, do mais, qualquer julgamento humano, por mais preciso que seja aos olhos da humanidade está distante da Justiça Divina…  “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que Eu vá, porque, se Eu não for o Consolador não virá para vós; se, porém, Eu for Eu vô-Lo enviarei. Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo…” João 16.7-8

José Santana

Referencias:

João 14:16
E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Advogado, a fim de que esteja para sempre convosco.

Romanos 8:34
Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, Ele ressuscitou dentre os mortos e está à direita de Deus, e também intercede a nosso favor.

1 João 2
1 Caros filhinhos, estas palavras vos escrevo para que não pequeis. Se, entretanto, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; 2 e Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente por nossas ofensas pessoais, mas pelos pecados de todo o mundo. Em Cristo e separados do mundo …

I João 2.1: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo. (I João 2.1)

Link: https://www.gospelgeral.com.br/2019/11/padre-expulsa-lula-de-missa-aqui-nao-fica-bandido-e-catolicos-vao-a-loucura/

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