Oficinas de canto fazem sucesso no Festival de Música de Itajaí

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Oficinas abordam canto coral e técnica vocal

Além do entretenimento acessível e de alto nível, o 22º Festival de Música de Itajaí promove atividades de aprimoramento para músicos em diversas vertentes. Nesta edição, 39 oficinas foram ofertadas, sendo que as oficinas de canto foram mais disputadas.

Dentre as oficinas mais procuradas estão àquelas voltadas ao instrumento musical mais utilizado por todos nós: a voz. As oficinas foram divididas em três diferentes vertentes: Coro Infanto Juvenil com Hortênsia Vechi, Técnica Vocal, com Juliana Amaral e Canto Coral MPB com Pablo Trindade.

Veterana no Festival de Música de Itajaí, Hortênsia Vechi ministra a oficina de coro voltada para crianças entre sete e 13 anos. Com sala lotada, Hortênsia explica que a intenção das atividades é fazer com que as crianças aprendam música através da voz. Utilizando da metodologia do projeto Boas Notas, Hortência não trabalha somente o repertório mas aposta também em atividades rítmicas e outros elementos aplicáveis no canto coral.

“Acredito que a voz, como é o primeiro instrumento que temos, funciona como facilitador para as crianças. Com a metodologia, procuramos aproveitar isso da melhor maneira possível. Não fazemos somente prática de texto, fazemos percussão corporal, usamos vocalizes, coisas que não são letras de música, para aprender ritmo, intensidade, duração e elementos musicais. Tudo isso vai construindo um entendimento para que as crianças também aprendam a cantar em duas vozes dentro do coro”, explica.

Esta é a terceira vez que Hortênsia ministra esta oficina no Festival. “Estamos planejando uma apresentação dos alunos ao término das atividades para mostrar tudo o que foi aprendido. É de extrema importância que o festival disponha de oficinas para o público infanto-juvenil, pois isso contribui até mesmo para sua apreciação musical quando adultos”, comenta.

Outro veterano do Festival é o maestro Pablo Trindade, ministrante da oficina Canto Coral MPB e regente do grupo Expresso 25, que se apresentou no Teatro na segunda-feira (02). “Vim ao Festival pela primeira vez há quase duas décadas. Desde que vim para cá, mantenho um vínculo muito especial com a cidade de Itajaí e já realizei diversos trabalhos no decorrer dos anos com parceiros daqui”, revela.

Natural do Uruguai e radicado em Porto Alegre (RS), Pablo é um grande apaixonado pela Música Popular Brasileira, trazendo peças de Ivan Lins, Chico Buarque, Tom Jobim e Lupicínio Rodrigues para estudo nas oficinas. Pablo ainda revela ter planos de montar um projeto de Canto Coral para MPB permanente em Itajaí.

Juliana Amaral é novata no Festival de Música de Itajaí. Ministrando pela primeira vez a oficina de Técnica Vocal, nos níveis intermediário e avançado, a professora se mostrou muito feliz com a adesão do público. “Temos aqui cantores profissionais e entusiastas. Alunos de conservatório e cantores de barzinho. Estamos todos dentro de uma mesma sala compartilhando canções e experiências. Nesta oficina, aprendemos um com o outro”, comenta.

Natural de São Paulo, Juliana salientou a importância do Festival de Música. “Acho incrível ver toda a cidade mobilizada, os shows incríveis e a grande participação nas oficinas. Conheci pessoas de diversas cidades catarinenses que vieram aqui para usufruir ao máximo tudo que o evento proporciona. Os shows são maravilhosos, mas essa troca de ideias e conhecimento que as oficinas proporcionam, para mim, são a melhor parte do festival”, opina entusiasmada.

As oficinas seguem ainda até a sexta-feira, dia 06 de setembro, em diversos pontos da cidade.

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