OPERAÇÃO “MARIAS” PRENDE 25 PESSOAS PELA MANHÃ EM SC POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

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A Polícia Civil realiza desde às 6h desta quarta-feira (27) a Operação “Marias” em Santa Catarina. A mobilização visa frear os índices de violência doméstica no Estado, em especial o feminicídio, através de ações que extraiam dos agressores qualquer sentimento de impunidade.

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Estão sendo mobilizados mais de 350 policiais civis em todas as 30 Delegacias Regionais para cumprir 81 mandados de prisão expedidos pela Justiça contra suspeitos de violência doméstica, 23 mandados de busca e apreensão e 1.211 fiscalizações de medidas protetivas. Até por volta do meio-dia, o balanço preliminar indicava 25 prisões, 17 mandados de busca e apreensão cumpridos e 342 fiscalizações de medidas protetivas realizadas. A ação se estenderá durante todo o dia. Também foram apreendidas pelos policiais civis em algumas buscas nas residências armas e munição com suspeitos.

O nome “MARIAS” faz referência à Maria da Penha Maia Fernandes, vítima emblemática de violência doméstica, referencial na luta em defesa dos direitos das mulheres e cujo nome é emprestado à lei “Maria da Penha”, uma ferramenta fundamental no combate à violência doméstica de familiar. A operação tem caráter nacional em parceria com o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia (CONCPC) e é realizada também em outros Estados do Brasil.

As prisões são preventivas ou de sentença definitiva determinadas pela Justiça. Os motivos das prisões são crimes como violência sexual, estupro de vulnerável, ameaça, descumprimento de medida protetiva e posse irregular de arma de fogo.

Em entrevista coletiva nesta manhã na Delegacia Geral, em Florianópolis, o Delegado Geral Paulo Koerich destacou o trabalho como ação para reduzir os índices de feminicídios e de prevenção à violência contra a mulher no Estado, além de reforçar à população a necessidade de denúncia em casos relacionados a estes delitos.

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“Nós estamos levando a cabo uma política do governo de Santa Catarina e hoje em parceria com o CONCPC realizamos esta operação de grande importância para a Polícia Civil e o Estado. Há um ditado popular que diz que em briga de mulher a gente não mete a colher, mas em Santa Catarina a Polícia Civil mete a colher sim. Nós defendemos as mulheres, temos programas de conscientização, ações sendo realizadas pelas Delegacias da Mulher, eixos temáticos, seminários e, principalmente, contamos com a população para que proceda as denúncias para que a polícia possa agir”, ressaltou o Delegado Geral.

A coordenadora das DPCAMIs (Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso), delegada Patrícia Zimmermann, enfatizou que os policiais continuarão nos próximos dias em busca do cumprimento de todos os mandados judiciais relacionados.

“O importante é que as vítimas possam ter a certeza de que a Polícia Civil está aqui para proteger essas mulheres e que ela atua incessantemente em defesa dessas mulheres. Estamos dentro dos 16 dias de ativismo e hoje é uma operação nacional, onde as Delegacias da Mulher têm se mobilizado para cumprir essas ordens judiciais em um incremento maior dessas ações”, disse a delegada.

Também participaram da entrevista coletiva a Delegada Geral Adjunta, Ester Fernanda Coelho, a diretora de polícia na Grande Florianópolis, Eliane Chaves, delegadas regionais da Grande Florianópolis e delegadas das DPCAMIs envolvidas diretamente na operação, que tem a participação também de policiais da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil.

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