Por que essas 5 inovações serão fundamentais em 2021

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As inovações tecnológicas adotadas pelo mercado vêm sempre para responder a certas tendências. Nesse sentido, 2020 tanto acelerou movimentos que já vinham se desenhando, quanto trouxe à tona outros, novos, devido a seus impactos.

“No primeiro caso, podemos falar de uma expansão da transformação digital, da coleta de dados, da escala de projetos em inteligência artificial e da automação. No segundo, viabilizado pelo primeiro movimento, temos o trabalho remoto, e foco em resiliência e flexibilidade”, explica Adriano Kasburg, diretor Comercial da empresa catarinense de soluções em TI Supero Tecnologia.

Com base nas conversas com clientes dos mais variados setores e portes e em estudos de mercado, especialistas da empresa, que tem 17 anos de atuação no mercado, explicam por que há um grupo de cinco tecnologias que serão fundamentais em 2021 e nos próximos anos. Confira quais são.

Soluções dotadas de inteligência artificial (IA), como chatbots, visão computacional e análise de comportamentos fizeram a diferença em 2020. “Não há mais dúvidas sobre o potencial do trabalho com dados e 2021 promete elevar essa tecnologia para um novo nível, em que as empresas vão buscar escala e democratização”, explica Kasburg. 

Só para se ter uma ideia, um levantamento da consultoria global Gartner aponta que 66% das organizações vão aumentar ou manter no mesmo patamar seus investimentos em IA, neste ano. O foco principal delas será ‘customer experience’, retenção e otimização de custos. No entanto, as organizações terão vários desafios a superar em seus projetos com IA, sobretudo em relação a identificação de casos de uso alinhados a seus objetivos estratégicos, compliance e privacidade de dados, falta de expertise profissional, integração com sistemas já existentes, escala e construção de maturidade.


2. Hiper automação

A hiper automação tem dado sinais claros de crescimento na esteira da Indústria 4.0. Sua premissa é clara: se dá para repetir, então pode automatizar. Sejam elas tarefas ou processos inteiros. “Esse será um dos princípios que vão reger 2021, a fim de diminuir os custos operacionais e dar apoio às operações remotas”, ressalta Fernando Silva, diretor de Operações da Supero.

Se em 2021 as organizações vão explorar a automação e a inteligência artificial, a terceira inovação tecnológica só pode ser uma ferramenta que amplie a capacidade de performance e escala, assim como a confiabilidade e resiliência dessas tecnologias. “Então, em 2021, apostamos também na engenharia de dados. Ela vai precisar ganhar espaço e tração nas organizações, porque para tudo isso funcionar as empresas vão ter que garantir a qualidade dos dados, grande tendão de Aquiles dos projetos de IA”, explica Romeu Gadotti, coordenador de Arquitetura e Governança da Supero. Isso contempla a construção de programas de governança robustos, que entreguem para as organizações transparência, compliance, ética e explicabilidade dos modelos de que elas necessitam para ter sucessos em suas iniciativas em dados.


4. Computação em nuvem

Em 2021, as organizações precisarão realizar investimentos maciços em infraestrutura, pois vão depender de grande capacidade de processamento em tempo real e de baixa latência, e também de armazenamento, pois terão um incremento considerável no volume de dados que servirão para alimentar seus modelos. “Nesse sentido não se pode pensar em outra inovação tecnológica que não seja a cloud. A tecnologia está se tornando a viabilizadora dessas soluções, o que foi reforçado pela pandemia, que mostrou o valor e o porquê da cloud computing na economia global – sobretudo para quem ainda resistia a ela”, afirma Kasburg.

5. 5G

Por fim, vamos ter que aumentar ainda a conectividade, que vai verdadeiramente viabilizar novos casos de uso e a democratização das inovações tecnológicas anteriores. E isso tem tudo a ver com o 5G. “Este ano vai ser decisivo para o Brasil quanto a essa tecnologia, pois marcará a construção do acesso a um recurso que será condição de possibilidade de várias outras tecnologias do ecossistema digital moderno – inclusive, das que mencionamos neste artigo – mas também de sua democratização”, ressalta Gadotti.
FIM

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