Por Stalin Passos, a Revolução Industrial (II)

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Num primeiro artigo, recém-publicado, indiquei o começo da Revolução Industrial (século XVIII) e sua grande transformação, nestas últimas décadas que irão determinar mudanças transformadoras nas economias, que também estão gerando importantes demandas sociais, tanto no consumo, como na gerações de serviços e lazer!
No Brasil, o SENAI por programas e projetos para pequenas e médias empresas está levando-as a descobrir que a chamada Quarta Revolução Industrial é acessível e lucrativa. O SENAI passou a oferecer serviços técnicos de inovação às empresas por meio de 57 Centros de Tecnologia e 25 Institutos de Inovação, com animadores resultados: 241 projetos que movimentaram 161,5 milhões de reais. Por meio do programa Brasil Mais Produtivo, a entidade implementou técnicas de manufatura enxuta em mais de 3000 empresas brasileiras, com um ganho de produtividade em 52%. A GomaSul, fabricante de sensores e sistemas de gestão alinhados com a indústria 4.0 (=4ª.Revolução Industrial), de Bento Gonçalves (RS), com 17 funcionários, iniciou um projeto de implementação de sensores e sistemas de gestão alinhados com a modernização, no dizer do seu diretor Gilson Rigo: “Consigo ter uma compreensão melhor dos custos de produção e passar para os clientes uma previsão de entrega mais assertiva.”
No mesmo sentido, recentemente o mesmo SENAI lançou a plataforma SENAI 4.0 – senai40.com.br, que apresenta um portfólio de soluções para a modernização das indústrias, começando por um serviço de avaliação gratuito. Por meio de um questionário online, a empresa presta informações que serão analisadas por consultores. Em até dez dias, ela recebe um relatório individualizado e um plano de ação. O SENAI tem, ainda, um ecossistema de fornecedores de soluções que atende todo porte de indústria. A Tecsistel (Novo Hamburgo – RS) é uma desenvolvedora de sistemas eletrônicos de automação industrial que atua fortemente no segmento de PMEs. “A maioria dos nossos clientes é de pequeno e médio porte”, afirma Fabiano Linck, diretor técnico da companhia. “É uma tecnologia acessível e que dá resultado em um curto período.” Realmente, a evolução é inevitável e ficar parado não é uma opção. A indústria 4.0 está mais perto e acessível do que se imagina.
O nosso País aproveitou com atraso os benefícios dos motores a vapor, da eletricidade e dos computadores. Hoje, na érea das máquinas inteligentes, um estudo inédito mostra que o Brasil engatinha na próxima onda tecnológica. Porém, vê-se que o momento é oportuno para um salto de inovação.
As exceções nacionais, como a fábrica da Embraer que atualizou-se e hoje pode investir em três linhas de aeronaves ao mesmo tempo, o que lhe permitiu ingressar no aguerrido campo de aviões comerciais e privados, sem subsídios federais.
Um estudo da CNI mostra que a Quarta Revolução Industrial chegou a um grupo seleto de grupos industriais, mas que, em pouco tempo, deverá se estender por toda a economia nacional, cujas empresas adotarão inteligência artificial e máquinas inteligentes.
…..cont.III/- Itapema, 03 de Junho de 2018 –Stalin Passos – professor e economista.