Por Stalin Passos, Revolução Industrial (I)

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No fim da Idade Moderna (=1453 a 1789), no início da Idade Contemporânea (+1789 a ?), temos a Revolução Industrial, inserida num período de grandes transformações na vida europeia, sob o impacto da Revolução Francesa e do Liberalismo, reflexos da Conjuntura Revoluçionária, que altera as estruturas econômicas e políticas da sociedade moderna, gerando os regimes políticos democráticos e liberais.
Entre os séculos XVIII e XIX, em toda a Europa, sob o efeito de um conjunto de mudanças ocorre a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso de máquinas. Nas grandes oficinas francesas e inglesas (=manufaturas), os artesãos realizavam as tarefas manualmente, agora, subordinados ao proprietário da manufatura. Nessa época, na Inglaterra, surgiram indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico e o aperfeiçoamento das máquinas a vapor. Essa a Primeira Revolução Industrial!
A Segunda Revolução Industrial ocorre no período de 1860 a 1900, com o uso do aço, a utilização da energia elétrica e dos derivados do petróleo, a invenção do motor a explosão, da locomotiva a vapor e o desenvolvimento dos produtos químicos. Nessa fase, desenvolveram-se também a Alemanha, França, Rússia e Itália que se industrializaram!
A Terceira Revolução Industrial tem início no século XX e XXI, com o computador, o fax, a engenharia genética, o celular e outras inovações tecnológicas. Essa Terceira Revolução ocorreu no chão da fábrica, com a revolução nas linhas de montagens, em decorrência da automação de quase toda a produção industrial.
O que aconteceu no chão da fábrica, no século passado, agora, está acontecendo nos escritórios e administração, com o uso dos robôs no acesso aos dados empresariais, substituindo o uso de empregados, acabando em curto prazo com o trabalho repetitivo. No Brasil e outros países em desenvolvimento (=atrasados), com mão de obra farta e barata, tal processo será lento e demorado. Por certo todas essas mudanças deverão forjar uma nova e dinâmica sociedade que refletirá uma nova estrutura de consumo: consumiu e não acumular riquezas, como já ocorre na nova juventude, com mais demanda por bens e lazer!
As novas tecnologias de robôs, algoritmos e softwares para serem desenvolvidos, projetados, produzidos e mantidos, e também a coleta e o uso de big data criarão novas ocupações e empregos, reduzindo a necessidade de mão de obra braçal. A nova força de trabalho deverá aprender e adquirir conhecimentos e competências digitais e tecnológicas.
Já perdemos a oportunidade de crescimento com a demanda global por eletrônicos (anos 2000 e 2010),
Numa época em que necessitamos de grandes transformações educacionais, a nível universitário, o governo apresenta como grande realização, mudança curricular no ensino médio….é uma lástima! Veja-se que o governo anuncia….o Brasil voltou….que mmmm….. !
Temos que sair do sistema escolar formal, precisamos promover o aprendizado em diferentes lugares: escolas, universidades, centros de treinamento, sistemas de produção, indústrias, cadeias de valor globais, join ventures, redes sociais e profissionais, comunidade se famílias. – cont.II – Itapema, 12 de junho d e 2018 – Stalin Passos – professor e economista.