Princípio evolutivo

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 De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), outubro fechou o melhor doze meses seguidos de vendas dos últimos anos. Entre carros e comerciais leves – os dois segmentos com maior volume de vendas sobre quatro rodas –, foram emplacadas 241.175 unidades no décimo mês, representando uma queda de 1,37% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado e alta de 8,05% sobre setembro de 2019. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, as vendas foram de 2.176.145 unidades somando os dois segmentos, um crescimento de 7,52% ante igual período de 2018.

Hyundai HB20: divulgação

No “Top Ten” dos modelos, o Chevrolet Onix – a um mês do lançamento de sua segunda geração – manteve em outubro uma liderança de quase cinco anos, com 21.198 emplacamentos, seguido pelo Ford Ka (9.691), pelo HB20 (8.332), no primeiro mês completo da nova geração do compacto brasileiro da Hyundai, pelo Fiat Argo (7.586), pelo Volkswagen Polo (7.245), pelo Chevrolet Onix Plus, o “herdeiro” do Prisma, com 7.140, pelas Fiat Strada (6.958) e Toro (6.914), pelo Jeep Renegade (6.680), o líder entre os SUVs, e pelo Volkswagen Gol (6.570). Entre as fabricantes, a General Motor ficou novamente em primeiro em outubro, com 43.294 unidades comercializadas e 17,9% de participação de mercado, acompanhada da Volkswagen (37.756 e 15,6%), da Fiat (34.420 e 14,2%), da Ford (20.829 e 8,6%), da Toyota (19.847 e 8,2%), da Renault (19.587 e 8,1%), da Hyundai (17.631 e 7,3%), da Jeep (12.433 e 5,1%), da Honda (10.715 e 4,4%) e da Nissan (9.377 e 3,8%).

Segurança no negócio

        Apesar de os seguros de veículos estarem em crescimento negativo em 2019 – com menos apólices vendidas em comparação ao ano passado –, algumas operadoras estão tendo os melhores balanços de sua história. Muito complexa, a operação de seguro é composta de diferentes variáveis que interferem no resultado do negócio. Para terem lucro, as empresas de seguro devem ter um índice combinado abaixo de cem pontos, que é o prêmio da operadora. Do total, a seguradora tem de abater as indenizações, as despesas administrativas e comerciais e os impostos. Com um resultado de menos de cem pontos, a operadora ganha, com mais, perde.

Em tempos de juros altos, como foi a situação no Brasil até pouco tempo, a realidade fica distorcida, fazendo com que, mesmo com índice acima de cem pontos, a seguradora lucra. Com juros mais baixos, uma combinação de cento e três pontos é suficiente para a companhia pelo menos empatar o balanço. Mas a situação no país acabou equilibrando as coisas em favor das seguradoras.

A queda do número de veículos roubados ou furtados reduziu praticamente em 20% o número de indenizações por perda total do bem. Conforme estudo feito pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, a queda acentuada dos roubos e a redução das colisões estão, dependendo da seguradora, compensando com sobra a redução do faturamento em novos negócios. Ou seja, a diminuição no número de veículos roubados e de acidentes acabaram ajudando as operadoras de seguro.

À meia-boca

Teste do Latin NCAP do novo Renault Duster – Fotos divulgação

            O Renault New Duster, produzido na Romênia e que será feito no Brasil em substituição à atual geração nacional, alcançou quatro estrelas na Proteção de Ocupantes Adultos e três na Proteção de Ocupantes Infantis no mais recente teste promovido pelo Latin NCAP. A nova versão do SUV oferece equipamento padrão de dois airbags frontais e controle eletrônico de estabilidade. A estrutura foi considerada instável no impacto frontal e não conseguiu suportar cargas mais elevadas. No impacto lateral, a estrutura sofreu uma alta penetração, o que não é esperado em uma nova versão de um modelo.

As duas cabeças dos bonecos infantis tiveram contato com o interior do veículo durante o impacto do teste, aumentando a probabilidade de ferimentos. O New Duster oferece ancoragens Isofix e Top Tether como padrão nas duas posições traseiras externas e Lembrete de Cinto de Segurança (SBR) nos dois bancos dianteiros.

O New Duster foi testado na versão romena, importada principalmente para o Chile. Quando a nova geração for fabricada na América Latina, será auditada assim que estiver disponível e os testes serão publicados. Naturalmente, o Latin NCAP espera que a segurança do modelo aumente quando for produzido no Brasil.

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