QUAL O CUSTA DE UM HOMICÍDIO PARA A SOCIEDADE

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Há um custo que não vem sendo contabilizado pela sociedade, em 2017, Itapema, cidade litorânea de Santa Catarina, com uma população estimada em cerca de 70 mil habitantes, contabilizou 21 homicídios. Apesar dos anúncios da propaganda oficial do governo que os números vêm caindo, ainda assim, o número de homicídios no pais impacta diretamente na economia.
Este ano, já estamos ao final, restado pouco menos de dois meses, informações, dão conta que já são nove homicídios. Considerando os números no Brasil, são avassaladores, em 2017, o país contabilizou 59.103 homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.
Quem é que paga esta conta? Uma pergunta que nossas autoridades não arriscam apontar em números, talvez para fugir das responsabilidades, doutro modo, são rápidas e eficientes para listarem os números em estatísticas.
Nas eleições de 2018, vivenciamos um debate acalorado sobre os índices de criminalidade no país, houveram aqueles que defendiam a pena de morte sumária, “carta branca aos polícias”, já outros em suas retóricas para combater a violência, somente com mais violência aplicando de fato o termo, “bandido bom é bandido”…” como parafraseou o governador do Rio de Janeiro, “projétil na cabecinha seria a solução”.
Há alguns dias atrás, passei a fazer uma pesquisa para saber qual a opinião de policiais sobre os números de assassinatos, em resposta ouvimos que aqueles homicídios onde houveram enfrentamentos e os que são praticados por bandidos contra as vítimas indefesas de assaltos, a resposta recorrente, são bandidos, abate-se porque não resta alternativas, no enfrentamento, entre o marginal e a polícia a sociedade também convenciona a legitima defesa do policial.
Frente a este desafio, que o Brasil desperta a violência, precisa fazer este enfrentamento, sem temer os resultados dos números e do impacto na economia e na sociedade, os cidadãos de maneira geral, tem que ter o conhecimento do custo para o estado quando se puxa o gatilho. O disparo fatal lesa no bolso de todos, e este custo impacta em todos os seguimentos, gerando uma indústria que sobrevive às custas do medo que eleva de maneira significativa o valor que pagamos por homicídios em nossas cidades.
É preciso que as sociedades organizadas, Ministérios Públicos, OAB, ONGs, órgãos das administrações direta e indireta e todos os departamentos ligados a educação assumir o compromisso, responsabilidade em promover o debate como fundamento, os custos para os contribuintes por morte, formar a opinião no tocante a prevenção e os impactos que ela causará na qualidade de vida de todos.
Porém, não importa onde ocorra o homicídio, a conta será dividida por todos, dinheiro este que deixaram de ser investidos em outras demandas importantes, são destinadas para cobrir os custos gerados por cada homicídio em nosso país.
Os pesquisadores analisaram dados de 654 presos em oito estados americanos e calcularam o impacto financeiro de quatro tipos de crime, além do assassinato – estupro (448.532 dólares), roubo à mão armada (335.733 dólares), agressão (145.379 dólares) e arrombamento (41.288 dólares).
Os custos ainda podem ser maiores, já que um assassino faz, em média, mais de uma vítima. “O assassino ‘padrão’ gera custos de aproximadamente 24 milhões de dólares nos EUA. Alguém que fez nove vítimas, por exemplo, custa à sociedade 155 milhões de dólares”, diz DeLisi. The Journal of Forensic Psychiatry & Psychology.
E no Brasil, estes custos são diferentes, claro que não, são os mesmos, basta converter para a nossa realidade, exemplo, em Itapema/SC, o custo de um homicídio seria de cerca de R$1.2 milhões por vítima, números que inviabiliza o desenvolvimento e colocando em decadência a qualidade vida.
Qual a solução para minimizar este triste Ranking, há inúmeros caminhos a ser seguidos, uma delas é habitação regular, segundo, investimento em educação básica, e potencializar estes investimentos no ensino médio com a inclusão dos cursos técnicos, sobretudo, no esporte. Toda a energia intelectual e físicas destas faixas etárias deverão ser consumidas por estas ações, em que os jovens terão alternativas de renda e de oportunidades, contudo, os governos têm que pontuar como alvo as políticas de prevenção, desde o berçário ao término do ensino médio, toda criança e adolescente tem que ter o conhecimento do custo por morte e os impactos na economia e na sua qualidade de vida.
Os pesquisadores concluíram que as políticas vigentes de controle da criminalidade pelo estado, são equilibradas nos EUA, já no Brasil, não podemos dizer o mesmo, posto que estas ferramentas ainda não saíram do papel para a prática, fazer a “prevenção pela educação, habitação e esportes” pode ser o início de uma virada nas estatísticas da violência. Conquanto, sem perder de vista os custos da impunidade. “Não deixar de punir os culpados, sempre que houver júris, os números dos custos para sociedade e as famílias envolvidas deverão de ser feito de público para promoção da ciência e da consciência de todos. Desta forma pode-se fundamentar nos costumes, até mesmo entre os criminosos que o homicídio empobrece a todos a um custo altíssimo!

Considerando também as tomadas de medidas humanísticas, nelas estão inclusas um pacote de medidas nelas são imprescindíveis para a redução dos homicídios no país, investimentos em educação, habitação, em geração de oportunidades e empregos, sobretudo, garantia do Estado de Direito, respeito a devido inquérito, educar, prevenir o crime e reabilitar os condenados deveria ser dever e obrigação de todos, no fito objetivo de elevar consciência dos custos de homicídio, com reservas considerações que a prática do assassinato é retorno instantâneo do homem ao que é mais primitivo e selvagem, distante dos conceitos de uma sociedade moderna e civilizada”.

José Santana – DRT3982/SC
Editor do jornal diário Folha do Estado SC
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