Santa Catarina é o segundo Estado que mais pesquisa sobre produtos veganos na internet

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Pesquisa do SIS/Sebrae aponta tendências desse mercado nas redes sociais

Seguindo uma tendência mundial de consumo, o mercado de beleza natural, livre de crueldade animal, vegana e orgânica deve crescer 61% até 2025 e atingir 20,8 bilhões de dólares, como aponta relatório da Grand View Research. Nas redes sociais, o tema encontra um canal para discussão entre influenciadores, formadores de opinião, marcas e consumidores cada vez mais conscientes em relação a produtos e serviços sustentáveis e éticos. Atento a esse cenário, o Sistema de Inteligência Setorial (SIS), do Sebrae/SC, monitorou o que era falado sobre esse mercado nas mídias sociais e reuniu informações como os termos mais utilizados, as redes mais populares, os principais consumidores e assuntos mais influentes.

As principais constatações foram que o mercado de beleza vegana, natural, orgânica e livre de crueldade atrai mais o público feminino com idade entre 25 e 34 anos. Elas são as mais engajadas no assunto e além de cosméticos, elas têm interesses em economia compartilhada, educação, feminismo, sustentabilidade, turismo e vestuário. Entre os que interagem sobre o tema, 68% utiliza o celular como ferramenta, 31% desktop e portátil e apenas 1%  o desktop. O estudo analisou que as mulheres representam 75% do público que fala sobre esse mercado, 50% é representado pelos millenials, ou geração Y, nascidos entre 1985 e 1999, seguidos dos baby boomers, nascidos entre 1946 a 1964, que são 25%. As redes com maior atividade sobre o tema são o Instagram, com 89%, e o Twitter, com 9%, seguidos de Facebook e Youtube, com 1% cada. Entre as palavras que mais aparecem nas publicações aparecem cruelty free, vegan, vegano, vegana, go vegan e maquiagem. Já as hashtags mais utilizadas são #crueltyfree, #vegan, #govegan, #vegano, #maquiagemvegana e #veganismo. Entre os assuntos mais influentes aparecem cruelty free com 23%, influenciadores sobre o assunto e beleza com 18% cada, consumidor 13% e maquiagem 12%.

Diante disso, o cruelty free, que são os produtos e marcas que não realizam testes em animais, é uma das tendências a ser observada pelos negócios do mercado de cosméticos. O tema tem grande influência na hora da compra e é um dos termos mais comentados nas redes. Além disso, os consumidores estão trocando produtos com ingredientes químicos, duvidosos ou desconhecidos, por opções mais naturais ou benignas e estão reivindicando cada vez mais legislações que defendam seus propósitos. “Eles também estão atentos ao ativismo das marcas em causas feministas e representatividade negra para o consumo de produtos. Para investir nesse mercado é importante ter comprometimento e buscar sempre inovação, uma vez que o público busca um consumo mais sustentável e a todo momento está se atualizando sobre ingredientes/substâncias/componentes e práticas que não agridam de alguma forma o meio ambiente ou que prejudiquem a sociedade como um todo”, explica Gilson Aberto dos Santos, do Sebrae/SC. Outras tendências apontadas no relatório que podem ser aproveitadas pelos negócios são os produtos artesanais, ideais para produções em pequena escala, e produtos derivados de alimentos e bebidas.

A pesquisa completa pode ser encontradas no  http://sebrae.sc/sis-produtos-veganos

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