Sem programa de habitação, Itapema tem o maior déficit habitacional do Estado

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Itapema, tem a 29º economia do Estado, com orçamento de R$ 260 milhões, não implantou em sua história um único projeto de habitação para os menos favorecidos. Cidade contabiliza o maior déficit habitacional do Estado de Santa Catarina.  

Há 7 anos Itapema, em 2011, José Santana, reportou o drama de 300 famílias que viviam em condições subumanas em uma invasão de área pública, ao lado da UPA _ Unidade Prisional de Itapema, elas foram em 2012, por ordem judicial despejadas. Até aonde se tem conhecimento, nenhuma destas famílias foram assistidas por planos de habitação, naquele ano de 2012, a cidade completava seu cinquentenário, contudo não havia nenhum programa de habitação, as famílias despejadas seguiram para outras ocupações, isso vem se agravando com o passar dos anos em Itapema, que por sua vez não promove nenhum planos alternativos de financiamento ou de qualquer modalidade de créditos para minimizar o impacto da falta de moradia ou ao menos resolver parte dos problemas dos que vivem em moradia precárias. Com ausência do estado e do município essas famílias em situação de vulnerabilidade estão sendo cooptadas pelo crime que em vista da falta de oportunidades como educação, saúde e segurança e habitação, com o monstro do despejo rondando, sem estas alternativas o crime torna-se a última opção.    

Os pobres que vive nas invasões, os pobres assalariados da indústria do aluguel e da construção civil de Itapema, não são corruptos, elas não roubam e nem sonegam impostos, mas de dois em dois são convocadas para eleger seus corruptos de estimação ou de esperanças, contudo, elas têm seus direitos subtraídos da educação, saúde e segurança, quando não são “cagados” de pau, acusados de abuso de autoridade, por não saber se defender, por não saber roubar e sonegar o dinheiro público. Mas são eles que pagam as contas da corrupção e dos corruptos que estão cada vez mais ricos e os pobres cada dia que passa mais miseráveis e condenados ser eternos inquilinos, viver na precariedade ou sobre a lei do despejo. 

O governo de Itapema, não traz na sua agenda de emergência um plano ou ao menos convênios com os governos do Estado e da União, de projetos a médio ou a longo prazo encaminhamentos para resolução destes conflitos que coloca grande parte da população sobre riscos emergentes de situações graves envolvendo as epidemias, doenças transmissíveis, suicídios, da violência e aumento da criminalidade em Itapema. Hoje a cidade está próxima de completar 60 anos, e continua indiferente com o deficit habitacional, continua amiga da indústria do aluguel e amiga das ordens de despejos em coluio com fomentadoras das invasões que crescem dia após dia.

José Santana

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