Triste engano. A promessa virou dívida.

Coluna Otávio Closs

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Então você acreditou no caçador de marajás e teve o confisco de sua caderneta de poupança, sem guerra ou revolta civil? Quantos se suicidaram em época que constatei! Economias de uma vida que um “aventureiro” tomou posse como “senhor supremo”, hoje é senador da republica! Somos fadados a engano e idolatrar bons “influenciadores de massa”, o que explica esta submissão de um povo que transfere seus ideais e sonhos para mãos habilidosas que primam por enriquecimento pessoal e ilícito? Somos dançarinos de “dancinhas” que nos projetam e enquadram a ideia de domesticada apresentação circense?

Dancem.

Ah! Há está hipocrisia que corrói e fede o poder, mãos imundas que inundam mentes daqueles que se mentem e ainda acreditam nesses “Santos” que encontram cantos para roubar e iludir. Insana população que gritou e foram às urnas para não roubar, encontrou desconsolo naqueles que deveriam salvar a nação.

Não se trata.

Não se trata de dizer “eu avisei” ou “fora aquele partido”, sim, eloquentemente sim, afirmar que a “limpeza” deve ser ampla e irrestrita. Já estão cerceando os órgãos fiscalizadores no cumprimento de suas atividades, a fim de, evitar o desmanche e desmascaramento ou escândalo? As palavras doces e delicadas podem agradar alguns, mas, as mais objetivas, práticas, diretas e desnudadas de medo farão a revolução neste país. Quanto sangue correrá até que acordem para a verdade dos fatos? O “politicamente correto” tem servido de conchavo e acomodação de comparsas que mudam de lugar a continuar em mesma vibração de corrupção, conluio e crime? Estamos enojados ou acomodados com os atos de últimos dias e anos, o que faremos?

Falar.

Alguém precisa falar, o medo cala bocas, mas, não anula mentes.
O choque que em outras épocas foi elétrico deve ser profunda reflexão que nos leve a levantar bandeiras e armas que mudem a situação, as armas da consciência politica e o esclarecimento da necessidade de inclusão. Falar ou calar, a quem interessa? Parte de população emudecida, envergonhada ou conivente parece continuar a acreditar ou disfarçar apoio sob um fanatismo que deva ser estudado. Como nos damos o direito a transferir responsabilidade de nossas vidas para alguns desequilibrados que usurpem de poder e desviem cifras que serão os agentes assassinos nas filas e leitos de hospitais? Até quando me deixarão escrever, falar?

Justiça.

A divina deve se esperar a humana não nos cabe esperar sem aciona-la a exigir direitos.
Cômodo a situação de apaziguamento onde se acomoda legislador e julgador em mesmo patamar para que continuem em mesma vibração a sancionar e conceber irregularidades, onde andam o “salvador” e/ou “herói da pátria”? Tributais que acordam em acordos e desfazem pareceres que deveriam basear-se na Constituição Federal, um manda outro desmanda com os mais esdrúxulos argumentos como se o papel, a despeito de lei, aceitasse tudo. Decisões pela manhã que ao meio de tarde são desfeitas ou revistas sob a argumentação de engano. Aquele que deveria falar como líder máximo diz e contradiz em uma suposta insegurança que tumultua o mundo?

Não servirá
Não servirá a dois “senhores”, diz o texto bíblico. A religião parece se sobrepor ao estado democrático de direito. As “goiabas que viram Jesus” não são mais metáforas, dizem-nos estar fora de contexto à declaração. Não te sirva a alienação ou omissão, faça alguma coisa, ao menos falar, crie a indignação, mesmo que, passiva e verbal e modifique a realidade. A sociedade está podre, pobre e alienada? Eu, não!

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