Um presente para o amor e outro para o Fisco

DIA DOS NAMORADOS

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Impostos podem representar mais de 72% do preço do presente, segundo Levantamento do IBGPT. Enquanto o consumidor brasileiro arca com a alta carga de impostos invisíveis, discussões da Reforma Tributária permanecem suspensas

 

Quanto os casais apaixonados dão de presente para o Fisco brasileiro no Dia dos Namorados? Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Gestão e Planejamento Tributário (IBGPT), com sede na Praia Brava, em Itajaí, os impostos podem passar de 72% do preço do presente comprado para a pessoa amada. Os especialistas em tributos avaliaram os itens mais escolhidos pelos casais, que vão desde o jantar romântico com vinho nacional ou importado, flores, jóias, roupas até os eletrônicos, sobre os quais incide a maior taxa de tributação.

 

“As pessoas que optarem por um vinho importado irão pagar 69,73% do seu valor em imposto. As opções nacionais, apesar de apresentarem uma porcentagem menor, não são tão econômicas: o Fisco fica com até 54,73% do preço final da bebida produzida aqui. Ou seja, um vinho tinto da serra gaúcha, vendido em média a R$ 13,19 nas conveniências e supermercados, poderia custar R$ 5,97 se não houvesse a alta tributação”, explica o advogado Thiago Alves, especialista em compliance tributário e diretor do IBGPT.

 

O levantamento do IBGPT lista outras opções de presentes que também apresentam altos índices de tributação: 50,44% do valor total de uma joia é pago em imposto, enquanto num buquê de flores a porcentagem chega a 17,71%. Quem escolher comemorar o Dia dos Namorados com um jantar romântico fora, apesar das recomendações contrárias para evitar a contaminação com o novo Coronavírus, irá pagar até 32,31% da refeição em tributos. Eletrônicos como iPad e vídeo-game Playstation 4 chegam a conter 37,79% e 72,18% de carga tributária invisível para o consumidor final, respectivamente.

 

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