VÍDEO CASEIRO CONTRADIZ NOTA DO CMDT DA PM DE MAFRA

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Editorial

Em primeiro lugar não cabe a jornal e jornalistas dar sua opinião, exceto em artigos e editoriais, cabendo tão somente reportar os fatos e seus desdobramentos.  

Entenda o caso: Uma mulher ficou ferida em uma abordagem policial em Mafra/SC. A Polícia Militar informou nesta terça-feira (10) por meio de nota que instaurou um inquérito policial militar para apurar o caso. A ocorrência foi em 19 de fevereiro e imagens feitas pelos moradores viralizaram em diferentes redes sociais

Não temos prerrogativas para reprovar ou não a ação da Polícia Militar, porém, noticiar um fato é a máxima do jornalismo, concordando ou não a opinião ou a crítica, temos que nos aconselhar como os mais prudentes e sábios, e neste, a verdade ela sempre sobre sai com a prudência, sendo ela a ferramenta adequada para evoluir as nossas instituições, contudo, temos a convicção que precisamos de polícia preparada e convictas de suas funções e prontas para defender os cidadãos.

Quanto ao caso, vamos por parte, este evento aconteceu no dia 19 de fevereiro, os desdobramentos só viram a público no dia 10/03, porém, qualquer jornalista ou jornal responsável não produz ou reproduz desdobramentos sem fazer as verificações de fonte, autenticidade, documentos fundamentados, sobretudo, as versões dos atores envolvidos.

Segundo ponto, o caso ocorrido no dia 19 do mês passado, esfriou, devido a nota do Comando da PM, que desqualificava os atores envolvidos, detidos e processados, no entanto, não havia uma segunda versão com credibilidade para rebater a nota publicada pelo Alto Comando da PM.

Até que acontecesse o vazamento de vídeo, que desmente a versão da Nota, a gravação deste vídeo, desmonta a versão oficial da PM/Mafra, quem teve a oportunidade e ver o vídeo, submeter a especialistas, vão chegar na seguinte conclusão; a imagem do vídeo “caseiro” mostra claramente a abordagem dos PMs na residência, a ordem de prisão contra a mulher, contudo, não se vê na imagem qualquer reação da mesma, ela se entrega voluntariamente e posiciona os braços para trás.  A Imagem ainda mostra que o (PM) aborda a detida, ela não esboça reação contrária, portanto, segue as ordens até o ponto em que a filmagem capta a ação voluntária do policial imobilizando a feminina com um golpe de rasteira.

Silvana no leito hospitalar – outras imagens podem ser vista no link abaixo

A rasteira : Verificamos no vídeo que a feminina não esperava o golpe e é pega de surpresa, seu pé de apoio, suportava todo o peso do corpo. O policial ao fazer a rotação do seu corpo para posicionar o tronco de frente e depois praticar a inclinação anterior do mesmo, imprime toda a força ao executar a rasteira, simultaneamente a essa ação, acontece a rotação da coluna vertebral (o tronco da Mulher é posicionado de frente que não esboça nenhuma contra defesa) e depois aplica a extensão no momento do golpe e atinge em cheio a perna de apoio. Com a inclinação da força posta em vertical, toda a força funciona como uma alavanca, ao pender para o lado em queda livre, a mulher por desconhecer da intenção do golpe, não imprime a defesa involuntária, com isso sofre todo o impacto do golpe, diz especialista, se o material fosse um cerne talvez suportaria, mas é osso tão logo foi inevitável a quebra.

Neste episódio, a perna de apoio sofreu o golpe sem resistência, explica, em tese, se fosse em uma luta corporal entre profissionais, a notícia seria, o oponente (mulher) fora “pega” totalmente de surpresa por seu adversário, como fora o caso do lutador (Anderson Silva) “pego” de surpresa com a perna de apoio sobreposta, nada resiste, nem o aço, quebra com um estalo.   

A Nota da PM:  Veja alguns pontos da nota da PM,  “demonstrou resistência” “Esta mesma pessoa, de posse de um facão foi na direção dos policiais militares que utilizaram gás de pimenta e conseguiram conter o agressor”.   Sem o vídeo caseiro, lamentavelmente a nota colaboraria com a sindicância em aberta e caso seria encerrado. Mas, veio à tona, o vídeo reabre a discussão e coloca em descredito a nota do comando da PM de Mafra.

Questões ainda em aberto, não existe a presença de um facão na mão da “agressora” na gravação como dito na NOTA, não se ouve durante palavras de baixo calão contra o PMs? Outra informação que descredibiliza a NOTA da PM, (Se a mulher agressora estava com um facão, recebeu gás de pimenta e foi imobilizada?) Então, a pergunta, porque novamente a mesma Mulher foi detida e reconduzida, como dito na nota, “ela veio com um facão para cima dos policiais”, certo, contra meia dúzia de polícias armados com munição de grosso calibre, uma mulher com “arco e fecha” ou seja, com um facão na mão, bateu a loucura de enfrentar policiais armados, e foi detida com um golpe de rasteira?

Outro ponto da nota que é de esbugalhar os olhos, “Ao ser levada para a viatura, sem algemas a princípio, “demonstrou resistência”, sem comentários!  Pergunta não é ofensa, onde está o dito “facão”, cadê o meliante em fuga, as câmeras dos PMs até hoje não foram disponibilizadas para contrapor o vídeo vazado. Outro ponto, (vide-nota) do comandante da PM, relata que eles estavam sobre pressão, por isso a ação forte, vamos ao vídeo, pressão de quem, de uma senhora de 70 anos, reclamado e criticando o posicionamento deles por ter invadido seu quintal?   Outra desinformação que não foi apurada quem era o meliante que estava em fuga e que havia se escondido dentro desta casa para justificar a tal ação?

Do foragido: Se ele (foragido) estava dentro desta casa escondido, porque não foi efetuada a prisão, veio reforço para o que afinal, para conter uma revolta ou prender um foragido? (Segundo a nota).

Depois deste caso, relembramos o caso 446, no Morretes em Itapema, fica para todos uma lição, ninguém é contra a Polícia, ou seja, os bons policiais, em todas as profissões tem as laranjas podres, porém, a reflexão, não tardia, observa que a nota publicada pelos comandos de Polícias de Santa Catarina, vem tão somente com a versão das autoridades, este caso, e da 446 e outros apurados pela imprensa são encontradas falhas e são tendenciosas,  sempres com as seguintes regras, “o Comando defende a corporação até que seja provado a culpa, eles vêem os vídeos e ainda dizem que vão investigar”.

Enquanto isso, uma cidadã, (39) réu primária, dona de casa, teve fratura exposta e passou três dias no hospital, onde sofreu procedimento cirúrgico com colocação de 13 pinos na perna, depende da recuperação e de alguns meses de cadeira de roda, de muleta e muita fisioterapia.

Lembrando o Comando de Mafra, e o comando a Polícia Militar de Santa Catarina, que Ela ainda deve passar por mais outros procedimentos por conta da ruptura dos tendões.  A PM afirma que foi instaurado um inquérito e as imagens das câmeras enviadas ao Ministério Público que acompanha o fato, se encaminhar este vídeo caseiro junto a peça, certamente, descredibilizará  o comando da PM de Mafra e acusará o PM de abuso de autoridade, dentre outras qualificantes.

José Santana – Jornalista  

Vídeo por ser visto

https://www.folhaestado.com/mulher-tem-perna-quebrada-em-abordagem-da-pm/  

1 comentário
  1. Diego Diz

    Há policiais bons, mas qd a próprio comando esconde os fatos através de mentiras mostra onde está os bandidos o azar deles q vazou o vídeo e aí como ficará o comando da Polícia agora.

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